O Matraca está mudando, e para melhor!!!

Estamos agora em nova casa, bem ajeitadinha e bonitinha, para receber vocês, nossos fiéis leitores.

À partir de agora acessem www.matracacultural.com.br e teremos o maior prazer de recebê-los por lá. Deixem seu comentários, mandem suas sugestões e diga o que estão achando do nosso novo cantinho.

Esperamos vocês por lá… Sempre!!!

Por Mariana Bernun

Olá, Matraqueiros sejam bem-vindos a mais um sabadão!
Hoje trago-lhes um pintor de expressiva importância, e que todos um dia já ouviram falar ou estudaram nas aulas de artes do colégio. O cara é ninguém mais ninguém menos que Cândido Portinari, um artista plástico brasileiro com legado de mais de cinco mil obras.

Dentre suas produções, Guerra e Paz (1952-1956) é uma das maiores cobiças de pesquisadores e amantes das artes. A peça teve apenas uma aparição ao público, em uma cerimônia no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, em 1956.

Os paineis, cada um com aproximadamente 14X10, foram encomendados pelo governo brasileiro e ficaram instalados na sede da ONU (Organização da Nações Unidas) em Nova York até 2010, quando eles resolveram fazer uma reforma no prédio, momento exato para solicitar uma restauração às telas de Portinari.

É aí que chega a parte boa! Guerra e Paz foi restaurado e disponibilizado ao público no Memorial da América Latina este ano. E uma obra de aproximadamente 60 anos e tão querida, que não pode ser ignorada. Sugiro a todos uma visita, pois nestas telas é perceptível o tom sensível do pintor em que Guerra significa o sofrimento e Paz as coisas simples da vida.

Serviço:

Guerra e Paz
Data: até dia 21 de abril
Horário: Terça a domingo, das 9h às 18h
Local: Memorial da América Latina – Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664 – Barra Funda
Gratuito

“…and in a very short time the Queen was in a furious passion, and went stamping about, and shoutung ‘Off with his head!’ or ‘Off with her head!’ about once in a minute…”

Por Fernanda Beziaco

Olá leitores, sexta chegou, quente e azul pra mim…

Hoje vou falar sobre a Alice mais famosa do mundo, Alice’s Adventures in Wonderland (Alice no País das Maravilhas) do Lewis Carrol.

Primeiro, devo dizer que tomei a decisão de baixar um audiobook de Alice, mas gostei tanto de ouvir, que resolvi comprar o livro também.

Dessa vez tanto o audio como o livro optei por ouvir/ler em inglês. Para quem tem um bom inglês e quer experimentar ouvir os livros, recomendo este link: AudioBookForFree.

Ouvir um livro pode ser um pouco estranho, mas é bem interessante. As vezes (preciso confessar) me deu sono, mas acho que é uma questão de costume.

O legal de ouvir, é que você termina mais rápido. Ouvir e ler em inglês é bom para praticar. Quem está procurando um método para não enferrujar, digo que este é um jeito bem legal.

 

Sobre o livro, assim como no Peter Pan, tem um lado extremamente adulto na história, que normalmente não é levado em consideração, mas é de fato o que torna a trama interessante.

Alice, uma garota entediada, se vê vivendo uma aventura espetacular e ela não sabe muito bem o que está acontecendo. Ela fala sozinha, se questiona, chora, vai descendo em um mundo novo e na verdade, ela está crescendo.

E, neste mundo “Wonderland” onde está, vai conhecendo coisas novas, coisas estranhas, absurdas, inimagináveis ou só imagináveis, então como pode ser verdade?

É um mistério, eu diria. É um sonho? É na verdade a transição da infância? Alice está crescendo e Wonderland é o futuro que a espera. Incerto. Impaciente. Cheios de enigmas. De loucuras.

Vejo Alice como um livro bastante reflexivo, as vezes divertido, as vezes estranho. Tal como a vida.

Não estamos todos correndo atrás de um coelho atrasado?! Não estamos todos nos questionando, todo tempo? O que fazemos, o que queremos, para onde vamos, etc. Esquerda ou direita, bebendo, comendo, sonhando…

Não temos a sensação de que tem no nosso caminho alguém ou algo que as vezes despedaça nossos sonhos? Não sentimos as vezes que estamos vivendo em um tribunal? Sendo julgados por nossos atos?

Talvez você esteja me lendo agora e pensando, essa garota enlouqueceu e nunca vi tanta coisa em Alice assim…

Mas digo, ler/ouvir esta história me trouxe uma nova perspectiva, diferente daquele desenho da Disney, diferente do filme do Tim, algo ainda mais profundo.

O futuro. Essa é minha conclusão e minha pergunta. Seria Wonderland o futuro?

Para vocês uma ótima sexta!

Por Flávia Ferreira

Ano passado, nos dias 4 e 5 de junho aconteceu aqui na capital a primeira edição da Virada Sustentável e este ano já começaram os preparativos para mais uma edição repleta de atividades a favor do meio ambiente.

A partir da próxima segunda-feira (12), estarão abertas as inscrições para adesões da 2° edição da Virada Sustentável que acontecerá nos dias 2 e 3 de Junho, em São Paulo.

Com o objetivo de envolver diversos segmentos da sociedade, de forma alegre e inspiradora, as organizações, artistas, oficineiros, equipamentos culturais, escolas e demais organizações podem se inscrever no evento por meio da carta de adesão.

As propostas enviadas serão analisadas pelo Conselho Curador e pela equipe da organização da Virada Sustentável. Serão disponibilizados espaços, divulgação e, em alguns casos, equipamentos técnicos para atender as atividades a atrações.

Dica: Se você ou seu grupo pretende se inscrever fiquem atentos ao tema, que deve ser de caráter educativo e que utilizem linguagem artística (teatro, música, cinema e artes plásticas) ou lúdica (oficinas, gincanas, concursos culturais etc) para conscientizar e mobilizar as pessoas.

Atenção: A organização da Virada ressalta que não serão aceitas propostas que tiverem conotação partidária ou religiosa, bem como as que estimulem qualquer forma de discriminação em função de raça, cor, sexo, condição social, orientação sexual, religiosa ou política.

Então, a partir da próxima segunda-feira você já pode mostrar para a cidade qual a sua ideia para que 2012 seja um ano de milhares de ações sustentáveis!

Até o momento mais de 100 atrações já estão confirmadas para a Virada sustentável de 2012, entre shows de música, exposições, intervenções urbanas, oficinas, doação de livros e apresentações de teatro e cinema. O evento ocorrerá em vários locais da cidade, como parques, praças, centros culturais, universidades e escolas.

Faça parte você também. Para solicitar a Carta de Adesão, envie um e-mail para adesoes@viradasustentavel.com

 

 

Por Renniê Paro

Instáveis, malucas e completamente apaixonantes. Assim somos nós, mulheres. Amanhã será comemorado mais um Dia Internacional da Mulher. Como uma singela homenagem a Cia. Barbixas de Humor faz sua reestreia em um dos palcos mais visitados de São Paulo, o Teatro Tuca.

Com a participação especial do quarteto feminino de humor As Olívias e da humorista Nany People, como mestre de cerimônia, o espetáculo é um show de improvisação teatral em que o mestre de cerimônia apresenta as regras dos jogos, a plateia sugere os temas e os atores improvisam as cenas na hora sem nenhuma preparação prévia. Desse modo, nenhuma apresentação é igual a outra. Ou seja, podemos ir em todas as apresentações sem medo da repetição. 

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Para quem nunca viu vale dar uma espiadas nas esquetes que foram gravadas e inseridas no You Tube. São cenas do cotidiano e muitas vezes inspiradas na vida dos atores.  O trio, Anderson Bizzocchi, Daniel Nascimento e Elídio Sanna, estreou com o espetáculo “Onde está o Riso?” e, de lá para cá, fez com que as apresentações multimídias fossem sua marca registrada e parte do sucesso da trupe. Em 2010, os Barbixas venceram o Campeonato de Catch de Improvisação no Festival Internacional de Teatro de Bogotá, um dos mais importantes festivais de teatro do mundo. No ano passado, a Cia. foi convidada a participar do 16º Festival de Teatro de Improvisação de Amsterdã, um dos mais antigos e tradicionais festivais de teatro da Europa.

O espetáculo fica em cartaz até o dia 28 de junho e amanhã (08), todas as mulheres pagam metade do valor do ingresso, ou seja, R$ 25,00. Homens do meu coração, acho que seria uma ótima forma de presentear as mulheres da sua vida =D

Por Antonio Saturnino

É incrível como existe preconceito de ditos “moderninhos” ou pseudo-roqueiros em relação ao samba. Este é uma das maiores manifestações de nossa cultura, da grande mistura que é o povo brasileiro. Como falar de música brasileira, sem lembrar do talento de Noel Rosa? Ou do humor e criatividade de Adoniran Barbosa? Da nossa querida Marrom? Ou até mesmo do ritmo, como forma de protesto, nas letras de Chico Buarque? Da nossa bela Bossa Nova, que pode ser considerada uma vertente samba? Dos nossos belos choros? Não dá! Mesmo com todos os preconceitos, o samba resiste.

Para quem nunca teve a oportunidade de estar em uma roda de samba, aqui vai uma dica: o “Samba da Vela”. O encontro acontece às segundas-feiras, à partir das 20h, no Casa de Cultura de Santo Amaro. A entrada custa apenas R$ 2,00 e a doação é voluntária. Há de convir que não vai matar ninguém essa contribuição.

Fundado pelos sambistas Paquera, Magnu Sousá, Chapinha e Maurílio de Oliveira, o objetivo é enaltecer os grandes nomes da velha guarda e revelar novos autores. O show começa quando a vela é acesa e só termina quando ela apaga. Enquanto a chama está acesa, é impossível ficar parado.

Serviço:

Comunidade Samba da Vela
Endereço: Praça Francisco Ferreira Lopes, 434 – Santo Amaro – Casa de Cultura de Santo Amaro
Telefone: (11) 5522-8897
Site: http://comunidadesambadavela.com
Horário: segundas- feiras, a partir das 20h
Preço: R$ 2,00 (contribuição voluntária)

por Juliana Maffia

Protagonizado por Justin Timberlake, Amanda Seyfried e Cilian Murphy, O Preço do Amanhã deixa muito a desejar. Sua ideia central é ótima, o mundo mudou. Agora tempo, literalmente, é dinheiro. Enquanto os pobres têm pouco tempo de vida, os ricos mal sabem o que fazer com todo o tempo que possuem. Mas em certo momento, a história perde completamente o foco, transformando O Preço do Amanhã em um blockbuster barato e maçante.

No filme, Timberlake é Will Salas, um jovem que trabalha duro para conseguir tempo de vida para ele e sua mãe (Olivia Wilde). No mundo de Will, as pessoas envelhecem até os 25 anos e depois disso precisam trabalhar em troca de tempo (horas, minutos e segundos), para assim poder continuar vivendo. Mas, com a ajuda de um desconhecido, Will descobre um mundo fora do gueto onde vive.

Do outro lado da cidade, em um outro “fuso horário” as pessoas vivem como reis. Não se preocupam com tempo, e o esbanjam em festas e jantares caros. É lá que Will conhece Sylvia Weis (Amanda Seyfried). Mas, uma vez neste local, Will é acusado de assassinato e é a partir dai que ele, juntamente com Sylvia, resolvem mudar o mundo onde vivem. Começa então uma fuga e uma redistribuição de renda à la Robin Hood.

Por que afirmei que o filme promete? Pois a ideia inicial do filme era, ou melhor, ainda é muito boa. Pegar a metafora de tempo é dinheiro e transformá-la em realidade poderia ter tornado esse filme fabuloso. Um ótimo longa de ficção científica. Mas O Preço do Amanhã não focou na sociedade distópica, e sim no relacionamento entre o garoto pobre e a menina rica e mimada. Criaram uma atmosfera misteriosa rodeando a história do pai de Will, mas isso depois foi deixado de lado. Pouco desenvolveu o personagem de Cilian Murphy, que fazia um “policial do tempo”. Enfim, como muitos outros filmes por ai, deixaram para lá o roteiro e filmaram correrias e tiroteios. Quando será que vão aprender?