Olá galera! Aqui vamos, todos os domingos, tratar o que pode ser considerado inútil, mas todos tem curiosidade de saber.
Para começar, uma das lendas urbanas mais conhecidas no Brasil, a “Loira do Banheiro”. Para aprendermos tudo sobre a loira, teremos mais duas semanas com posts sobre a linda fantasmagórica.

Por Marco Barone

Cuidado, nunca aperte a descarga por três vezes e nem chute o vaso sanitário com força, pois pode ter uma loira a sua espera, pronta para atacar. Para a Loira do Banheiro aparecer basta realizar esse ritual para que a horripilante, fantasmagórica e sangrenta, porém linda mulher, apareça.

Quem nunca teve medo de ir ao banheiro da escola quando era criança que levante a mão. Pode ter certeza que quem fez isso é um em uma minoria de descrentes. Tudo bem que pode ser considerada uma lenda urbana, mas a loira do banheiro está tão presente no inconsciente coletivo que não existe quem não tenha uma história com ela ou saiba de um amigo que já a viu.

Pesquisadores acreditam que essa história ficou conhecida na década de 1970 (sim, há pesquisas sérias e estudos psicológicos sobre esse tema publicados nos mais diversos compêndios técnicos e em teses de bancas universitárias). Essa lenda urbana tomou forma dentro dos banheiros das escolas públicas e foi motivo para que muitas crianças e adolescentes não fossem sozinhas ao banheiro em horário de aula.

“O medo é uma coisa que precisa ser estudada e explicada de forma imparcial. Acreditar que uma loira pode nos atacar só por irmos ao banheiro em horário escolar não é somente uma coisa boba, tem uma força cultural muito arraigada em todos nós, quase atávica. O inexplicado causa curiosidade e essa leva facilmente ao medo. Ou seja, não se pode ter uma explicação simplista, pois isso está no inconsciente coletivo de todos. Mesmo daqueles que dizem que não acreditam e que não têm medo”, analisa a psicóloga Amanda Reis, que trabalha com pacientes vítimas de traumas.

Ela afirma que a loira do banheiro pode ser um mito, mas também pode ser uma personificação daquilo que não queremos enfrentar. Como ir ao banheiro sozinho. “Quem nunca teve medo do escuro um dia que atire a primeira pedra”, desafia a psicóloga.