Olá galera!

A partir de hoje temos um encontro marcado todas as terças-feiras para matracar sobre música. Sejam muito bem-vindos e aproveitem!

Por Antonio Saturnino

A TV brasileira está repleta de programas que prometem revelar um novo ídolo musical, mas nada mais faz do que dar a alguns poucos 15 minutos de fama, para depois mandá-los de volta ao anonimato. Duvidam? Me digam então, onde está o Saulo Roston, a Liriel Domiciano ou a Vanessa Jackson?

Mas toda regra tem sua exceção. A segunda edição do reality show Fama, em 2002, revelou uma das grandes promessas da nova música brasileira, Roberta Sá. Se para você isso foi uma surpresa, você não foi o único. Poucos se lembram da passagem da cantora pelo programa. Roberta não foi a vencedora, mas teve ali o ponta pé inicial para sua carreira.

Em 2005, a cantora de Natal, esposa do cantor e compositor Pedro Luís, lançou seu primeiro CD, “Braseiro”, que rendeu aprovação de crítica e público, que ainda hoje não é dos maiores, mas muito fiel. Ao longo de sua carreira já cantou ao lado de artistas consagrados como Ana Carolina e Chico Buarque e, atualmente, apresenta-se dividindo os palcos com o Trio Madeira Brasil, grupo com quem gravou seu quarto álbum, “Quando o Canto É Reza”.

Em janeiro se apresentou em companhia do trio no ambiente aconchegante da choperia do SESC Pompeia, em São Paulo. Foram três dias de casa lotada e quem esteve lá, não se arrependeu. Impossível não se impressionar com a afinação da cantora e o ritmo das canções, algo típica e lindamente brasileiro.

Quem quiser buscar, vale a pena uma atenção para canções como “Alô Fevereiro!”, “Mais Alguém”, “Água da minha sede” e algumas regravações como “Pelas tabelas”, de Chico Buarque. Não há previsões de novos shows em São Paulo, mas matracaremos tão logo tenhamos alguma novidade.