Por Fernanda Beziaco

Caros leitores, hoje é sexta! Feriado prolongado nos espera, carnaval, festa…que maravilha!

Confesso que comecei a semana pensando em escrever sobre alguns clássicos do Kafka. No entanto, ontem fui surpreendida com minha nova aquisição: O pau, da Fernanda Young.

Já tinha lido uma crítica e visto uma entrevista dela a respeito do livro e fiquei curiosa, mas ontem, passeando por uma livraria, o encontrei e simplesmente não consegui parar de ler até terminá-lo. Então, este é um post bem fresquinho mesmo.

O pau é um livro surpreendente desde a capa. Se você não está acostumado com a personalidade da escritora, talvez não goste. Já tive a oportunidade de ler outros livros da Young (como Aritmética e Tudo o que você não soube) e ela tem sempre um jeito escrachado, debochado de escrever.


O pau é uma história de vingança. Uma mulher que se vinga de um pau (ou de um cara). Um cara que é como praticamente todos os caras que nós (mulheres) conhecemos, do tipo que trai com seus paus duros a qualquer reflexo. E o livro trata disso, da inutilidade de um homem sem seu falo, sem seu amiguinho, ou qualquer outro nome de batismo (me permito rir nesse momento).

O livro tem uma linguagem sexual muito expressiva e com muitos detalhes e, provavelmente você (homem ou mulher) vai se encontrar em alguns trechos da narrativa.

Vou colocar um pedacinho aqui pra vocês, que está logo no primeiro capítulo, só pra dar um gostinho: “…Rebaixem um homem ao máximo, chamem sua mãe de puta suja, invadam a sua pátria estuprando as suas filhas, nada será pior do que torná-lo inapto a endurecer seu pênis. Com todas as graves doenças que assolam a humanidade, o remédio mais vendido do mundo é para evitar esta suprema humilhação…”

Deu pra perceber a tensão que envolve o livro, não deu? Foi neste ponto em que eu pensei: nossa, preciso terminar esse livro hoje. E foi exatamente o que eu fiz.

Adriana, personagem principal da história, se decepciona com seu namorado, pois ele a traiu. E ela, não encontra outro meio de superar aquilo a não ser se vingando. Sua vingança é física, psicológica, é terrível (para ele).

Você pode pensar que a história não passa de um clichê, a velha história da mulher traída, mas vai se surpreender. Se virasse filme, eu assistiria (mas essa é minha opinião, por favor, formem a de vocês e me contem).

Enfim, O pau é, eu diria até, inspirador. É uma dissertação sobre o orgão genital masculino. Sobre o que ele é, o que ele faz, pra que ele serve e não serve. A importância e impotência dele.
Acredito que os homens não vão gostar muito deste livro, vão se sentir talvez escancarados, lidos, violentados.

Mas, acredito que a mulherada vai pensar  que a vingança de Adriana é inteligente. Elas vão querer se vingar também, não do mesmo jeito, mas suas cabeças vão automaticamente bolar planos incríveis para se vingar dos homens, vão ficar esperando uma oportunidade para isso.

Então, para concluir, recomendo que leiam O pau. Espero que me contem depois como foi pra vocês (trocadalho). Pra mim foi ótimo! Termino o post com mais um trechinho do livro: “…mas o pau fica duro vinte vezes por dia. Um absurdo. Para que tanto?…Abaixo essa ditadura. Paus sempre me lembraram o Hitler…”

Bom, para vocês ótimo feriado e até a próxima sexta! Não esqueçam de abrir a matraca antes de sair.

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