Por Fernanda Beziaco

Caros leitores, é sexta! Dia de post de literatura e dessa vez resolvi aparecer com um clássico, na verdade três: A Metamorfose, Um artista da fome e Carta ao Pai do grandioso Franz Kafka.

Se você nunca leu Kafka, com certeza já ouviu falar nele. Em algumas pesquisas rápidas e, inclusive na edição destes livros que utilizei para escrever este post, A Metamorfose aparece como sendo sua obra mais destacada.

As três histórias em questão tem um mesmo fundo de crítica ao modo de viver do homem, que podemos identificar como o perfil do autor. O que é muito interessante, pois estes textos foram escritos há quase um século e mesmo assim podemos aproveitar seus insight´s até hoje.

Vou começar com Um artista da fome (1925), que é o texto mais curto desta coleção. A narração apresenta ao leitor a história de um jejuador. O homem que passa fome e é assistido por multidões e, aquele é seu trabalho. No começo as pessoas vão vê-lo, mas com o tempo, sua fome já não comove mais e ele é esquecido, ninguém o vê. É um texto de poucas páginas, mas que pode trazer muitas reflexões, é quase poético.

Agora vamos ao outro texto, Carta ao Pai (1919), que é exatamente o que o nome diz. Kafka escreve ao seu pai e apresenta ao leitor seu lado mais vulnerável.  Uma explicação de seus traumas e dos rumos que o relacionamento pai e filho tomaram. Os sentimentos conflitantes que tinha por seu pai, a revelação de que seus textos são sobre ele e que de alguma forma sempre decepciona e é decepcionado por seu progenitor.

É uma carta um tanto depressiva, que vai fazer você achar o seu pai o melhor do mundo. Enfim, Kafka é um gênio incompreendido por seu pai e este é, provavelmente, o motivo de sua genialidade.

Por fim, A Metamorfose (1915), este conto mostra a história de Gregor Samsa, um caixeiro viajante que dormiu homem e acordou inseto. Primeiro achou que sonhava, mas depois se deu conta de que era real.

Gregor era o sustento da casa e, sua transformação trouxe diversas consequências para a família. Houve a repulsa de seus pais, que não conseguiam vê-lo como filho ou ser humano, o seu próprio conflito para entender o que acontecera, sua decepção com a falta de apoio da família.

Em certa altura da história acontece um diálogo entre a irmã de Gregor e seus pais, pensando em uma forma de livrarem-se dele. Porém, a mudança e a idéia central do conto é mostrar a adaptação. Tanto Gregor como sua família se viram obrigados a lidar com a situação. Seu pai e sua irmã começaram a trabalhar e Gregor conformou-se com seu novo corpo.

E nós? Como lidamos com as mudanças? O novo assusta, choca, dá medo. Tudo é uma questão de adaptar-se. As três histórias são ótimas, sempre com aquele “q” reflexivo sobre o homem, sua vida e seus atos.

Bom, este foi um post um tanto pesado, mas não dá pra ser diferente se tratando de Kafka.

Se já leram alguns dos contos de Kafka, abram a matraca e contem pra gente! Não esqueçam de deixar sugestões.

E, como divulgado via twitter e facebook, o sorteio do livro o Pau da Fernanda Young foi realizado com todos aqueles que deixaram comentários no post de literatura da sexta passada, o ganhador foi: Rafael Castello.
Parabéns Rafa! Semana que vem o Pau estará em suas mãos!

Até a próxima sexta pessoal!

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