Por Fernanda Beziaco

Jean-Dominique Bauby ou Jean-Do, como era chamado por amigos e parentes, é o escritor da melancólica obra O Escafandro e a Borboleta, publicada em 1997 na França.

Bauby era jornalista e editor chefe da revista Elle em Paris, quando aos 43 anos, sofreu um AVC e uma rara doença, L.I.S. (Locked-in Syndrome), também conhecida como síndrome do encarceramento.

Sem falar, andar, comer, Jean-Do se viu preso a uma cama de hospital se comunicando apenas através de seu olho esquerdo.

O Escafandro e a Borboleta também virou filme e, além de recomendar que leiam o livro, vejam também o filme.

É triste, solitário, comovente. Se você é sensível como eu, provavelmente vai soluçar em algumas partes.

O livro foi escrito entre julho e agosto de 1996 e Bauby morreu dez dias após a sua publicação em 1997.

Cada pequeno texto escrito através do olho de Jean-Do trás um alerta de como somos egoístas, como nos prendemos as coisas insignificantes e como somos fragéis diante das dores que o mundo pode nos reservar.

Sua doença trouxe a ele essa terrível consequência e fantasiar se tornou parte de sua vida. Em determinada parte do livro ele conta que muitas vezes chorava, mas ninguém percebia o choro abafado em seu escafandro.

Seus filhos, esposa, amante, pai e amigos, todos passam pela história dele. Preso no hospital, na cama, no seu corpo. A mente funcionando e seu raciocínio intacto, é quase inexplicável e sua escrita chega a ser poética.

Não dá pra imaginar como seria estar no lugar dele e, apesar de a história ter toda essa tristeza, é uma história calma, sem euforias, é exatamente o que é. A vida de um ser humano que foi completamente mudada da noite para o dia.

Não quero discutir aqui as outras biografias tristes que existem, apenas essa  que, para mim, foi uma excelente experiência literária. Mesmo parecendo piegas, ela me fez pensar sobre algumas situações que passamos na vida.

Enfim, O Escafandro e a Borboleta é Jean Dominique Bauby e, mesmo assim, você vai se encontrar por lá.

Ofereço à vocês algumas canções da trilha sonora do filme, na minha opnião, uma das melhores do cinema.

“Theme for The Diving-Bell and the Butterfly”

“La Mer”

“Concerto for Piano in F Minor BWV 1056 – Largo”

“All The World Is Green”

“Ultra Violet (Light My Way)”

“Don’t Kiss Me Goodbye”

“Pale Blue Eyes”

“Honey Pie”

Não esqueçam de abrir a matraca quando saírem!

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