por Juliana Maffia

O filme desta semana, O Discurso do Rei, ganhou quatro estatuetas no Oscar deste ano, entre elas a de melhor filme. O longa foi dirigido pelo desconhecido Tom Hooper e estrelado por Colin Firth e Geoffrey Rush. Além de ter o elenco de apoio repleto de “personagens” do Harry Potter, entre eles, Helena Bonham Carter, Michael Gambon e Timothy Spall.

O filme conta a história do príncipe da Grã Bretanha, segundo na linha do trono. Um gago que já tentou de tudo para curar-se e sempre teve dificuldades em falar para o público. Gaguejava até na hora de contar histórias para suas duas filha. Até então o problema não era tão sério, afinal não seria rei e seus discursos em público eram mínimos. Mas, infelizmente, seu irmão abdica do trono para casar-se com uma americana divorciada.

Henry IV decide, a mando de sua mulher (Bonham Carter), ver um médico diferente de todos os anteriores. Lionel Logue (Geoffrey Rush) usa no futuro rei suas técnicas estranhas e o príncipe, aos poucos, apresenta uma melhora. O filme culmina em um famoso discurso realizado pelo, já rei, Henry IV, dando o apoio que seu povo precisava durante a Segunda Guerra Mundial.

A direção do filme é impecável. Inclusive percebe-se algumas tomadas de cena que fogem, um pouco, do comum. A única coisa que carrega O Discurso do Rei é a história. Se ela não fosse tão comovente, o filme jamais teria, sequer, concorrido ao Oscar. Não há nada mais interessante do que descobrir que seus heróis são pessoas normais que sofrem tanto quanto você. E o público adora. Vide o sucesso de A Rainha (de Stephen Frears), há alguns anos. Um filme bem realizado e a humanização da monarquia, deram ao Discurso do Rei o Oscar de Melhor Filme em 2011.

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