Por Renniê Paro

Acredito ser de muita relevância falarmos não somente sobre as peças em cartaz ou as que já passaram (e muitos perderam). Esta semana resolvi falar um pouco sobre o crescente número de peças em estreia na cidade de São Paulo.

Que a sociedade é repleta de falsos moralistas não é novidade para ninguém. Aqueles que julgam a todos o tempo todo. Mas, o que será que eles pensam sobre o Adultério? Na peça com direção de Daniel Herz, o universo da infidelidade transita entre o real e o ficcional, sobre diferentes aspectos.

E quando fazemos as maiores loucuras e Depois Daquela Noite sua vida fica de pernas para o ar? Isso já aconteceu com todos nós pelo menos uma vez na vida (e não adianta negar). Apenas uma noite de pesadelos muda a vida de um casal, que anos depois se reencontra e passam sua trágica história a limpo no Espaço dos Parlapatões.

O que dizer então daqueles momento de solidão, de dúvidas existenciais que nos fazem parar, refletir e…por que não, flutuar?Esse cenário é retratado no monólogo Gravidade Zero, de Mário Bortoloto, no Teatro Arthur Azevedo.

Por fim, todos nós temos um Ponto de Partida. Aquele cantinho, mesmo que escondido (ou muitas vezes esquecido) que nos faz recomeçar. Esse espetáculo é uma analogia à morte do famoso jornalista Vladimir Herzog, que foi covardemente assassinado na prisão, durante a ditadura militar.

De qualquer modo, tenho reparado como as peças têm abordado os problemas psicológicos e temores comuns a todos nós, pobres mortais. Não vou me estender citando todos os teatros, preços e horários em que essas peças estão em cartaz. Mas fica a dica para aqueles que não têm receio de enfrentar e assumir o que são na essência. Boa diversão (e reflexão).


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