Por Flávia Lezza

Os problemas operacionais na virada cultural não fizeram a música parar no palco da Cultura Periférica, uma das opções mais autênticas da Virada Cultural.

Várias entidades de ações sociais, grupos engajados na luta pela igualdade social, marcaram presença nesta Virada Cultural. Porém, assim como em outras atrações, os contratempos se manifestaram.

Pois é, as falhas técnicas na Virada Cultural não ficaram restritas ao palco XV de Novembro, como citado pelo Antonio no post de música desta semana. O palco Cultura Periférica, na Santa Ifigênia também sofreu com este problema. A primeira falha foi a falta de diesel para o gerador, o que atrasou toda a programação. Somente após quase cinco horas, por volta de meia noite, a prefeitura conseguiu outro gerador.

O sarau da Cooperifa, que também já foi pauta aqui na Matraca Cultural, estava marcado para às 21h e seria realizado no palco em alto e bom som. Porém, em razão das dificuldades técnicas, foi realizado no chão, no meio da platéia que não desistiu e fez uma roda ali mesmo, no meio da Sta. Ifigênia, e mandou ver nas poesias.

O grupo de rap Versão Popular já estava no palco quando o gerador parou de funcionar, por volta das 19h. Porém o problema foi resolvido a tempo e, assim que tudo voltou ao normal, o grupo subiu ao palco novamente e levantou a plateia com músicas do disco Quem viu, viu.

Em seguida o show de Gunnar Vargas, fez do asfalto uma verdadeira pista de dança para os sambistas de plantão. Vários casais dançaram ao som do disco Circo Incandescente que a cada faixa narra a história de um casal apaixonado e das brigas e reconciliações.

(Acesse o link http://www.youtube.com/watch?v=XGrOlZ2XzEQ)

Depois a programação deste palco voltou ao normal. Com as atrações : Zinho Trindade e o Legado de Solano, Sarau da Brasa, Sarau Griots, Noite Clara, Z’África Brasil, Sarau Pavio de Cultura, Veja Luz, Sarau Suburbano Convicto, Umojá, Sarau Elo da Corrente e Preto Soul.

Foram os saraus que comandaram grande parte da programação deste palco. Uma forma de interação e difusão da arte na periferia, eles vem despertando o interesse da comunidade em participar cada vez mais dessa atividade. É neste momento que muitos personagens da periferia se transformam em poetas e dividem com os demais suas poesias de amor, revolta, esperança, angústia, preocupações eafelicidade.

Saiba mais sobre os saraus e ações sociais que rolam nas periferias:

http://www.colecionadordepedras.blogspot.com/

http://brasasarau.blogspot.com/

http://buzo10.blogspot.com/2010/08/hoje-tem-sarau-suburbano-convicto-no.html

http://saraudobinho.blogspot.com/