Por Juliana Maffia

Esta é uma das mais interessantes do filme, repara na sombra de Drácula

Dizem que os vampiros voltaram a moda. Na verdade, eles sempre estiveram. Os vampiros encontrados atualmente são praticamente mutantes de tão distantes que estão da mitologia inicial. Portanto, apresento a vocês uma das adaptações do mais famoso livro sobre vampiros (não, não é o Crepúsculo), Drácula: de Bram Stoker, dirigido por Francis Ford Coppola.

Drácula altera um pouco a história do livro, mas em sua essência continua contando a história do conde da Transilvânia. No filme, Drácula (Gary Oldman) está em busca de seu eterno amor, Elisabeta. Wynona Ryder faz o papel tanto de Elisabeta quanto de sua reencarnação, Mina Murray. Mina é noiva de Jonathan Harker, que faz negócios com o misterioso conde. Mas, quando o conde descobre a semelhança entre Mina e Elisabeta decide ir a Londres para tentar conquistá-la. Jonathan precisará destruir o conde e salvar sua amada com a ajuda do Professor Abraham Van Helsing (Anthony Hopkins).

O filme é difícil de analisar e, apesar de gostar dele, percebo as diversas falhas que ele apresenta. Por exemplo, a escolha do par romântico foi errada. Wynona Ryder e Keanu Reeves não convencem como ingleses e somem quando postos ao lado do grande Gary Oldman. Além disso, Coppola abusou dos efeitos especiais que, hoje em dia, são um pouco bregas. Em Drácula, o sangue jorra como em um filme de gore, por alguns momentos me sinto assistindo Jogos Mortais (ok exagerei…).

Mas, de qualquer forma, Drácula conta muito bem uma histórica de amor. O conde ama tanto sua esposa que espera ela retornar por séculos. Coppola humaniza o conde ao ponto de não sabermos para quem torcer, Drácula ou Harker. O diretor também teve o árduo trabalho de contemporanizar uma obra que existia há 95 anos, na época.

A ambientação do filme é bastante interessante. Coppola consegue manipular as sombras e a pouca iluminação trazendo um clima sombrio.  Uma das cenas mais memoráveis envolve a sombra de Drácula, que faz um show a parte, enquanto ele conversa com, o então despercebido, Jonathan Harker. Drácula é um filme essencial para quem gosta do gênero, mas não gosta do rumo que ele tem tomado atualmente.