Por Renniê Paro

Ok, confesso (mais uma vez) que estava sem ideias para escrever essa semana. Fiquei pensando e resolvi que era importante abordar não só as peças de sucesso no Brasil, as muitas comédias que têm “pipocado” por aí, ou os grandes dramas que arrebatam um grande público. É importante também falarmos sobre a situação dessa arte em nosso País.

É muito difícil falar da situação do teatro no Brasil, visto que é um País com uma grande extensão territorial e com culturas tão diversas. Outro dificultador é a falta de fluxo de informações sobre as condições de cada região.

Após pesquisar um pouco, pude encontrar alguns pontos importantes. A situação dos teatros, de modo geral, é lamentável, de acordo com documento da Bárbara Heliodora (crítica teatral). Dentre inúmeros motivos, um dos principais é a falta de incentivo por parte dos governos estaduais e municipais pela cultura em geral.

 Outro ponto relevante é que, antigamente, os teatros viviam basicamente de sua bilheteria. Com o passar dos anos isso mudou, de novo graças ao nosso governo. Atualmente, os teatros devem viver (ou sobreviver) de sua bilheteria, vender ingressos com meia entrada para estudantes e idosos (o que acarreta uma leva de carteirinhas falsas), além de induzir produtores a correr atrás de cotas de patrocínio, com a aplicação da Lei Rouanet. Nas salas estaduais e municipais ainda é obrigatório a venda de entradas à R$1,00, durante um domingo por mês.

As conseqüências? Alugueis astronômicos, custos de produção também altos e baixos recursos para remunerar os artistas. Para recuperar algum lucro, muitos espaços apresentam dois ou três espetáculos ao mesmo tempo, o que resulta em cenários pobres que precisam ser montados e desmontados rapidamente.

Enfim, os problemas encontrados em todas as artes são muitos, mas o teatro é uma das formas mais ricas de crescimento cultural e deveria receber um pouco mais de atenção. Não concordam?