Por Antonio Saturnino

Semana passada eu assisti ao último episódio da 2ª temporada do seriado Glee e uma coisa é fato: a história é muito chata! A trama dos “losers” acolhidos pelo Clube do Coral está ficando cada vez mais pedante e pouco interessante. Alguns personagens, como Sue, Brittany e Emma, são extremamente forçados e as histórias de amor são um saco. Mas, devo confessar, não consigo ficar sem assistir. Não pela história, e sim pela parte musical.

Resolvi falar, ou melhor, elencar as 10 melhores performances desta série. Lembrando que aqui estará o que minha memória me permitir buscar e a minha opinião, da qual talvez alguns de vocês discordem. Quem não concordar, pode abrir a matraca. Vamos lá.

10ª Back to Black – Admito, talvez esta canção não devesse estar listada neste ranking. Mas, dois pontos me encaminharam a esta decisão: 1° adoro a música e 2° adoro a Santana. Fecho assim minha justificativa.

Unpretty/I Feel Pretty – Como ainda está muito longe de passar este episódio aqui no Brasil, talvez muitos ainda não tenham ouvido. Esta canção foi ao ar no episódio “Born this Way”, inspirado no hit de Lady Gaga. Não conhecia “I Feel Pretty”, interpretada pela Julie Andrews em “A West Side Story”. Já Unpretty é uma bela canção do grupo TLC, de quem fui muito fã na década de 1990. Sempre gostei da canção e até vibrei quando a ouvi na série. A combinação das duas músicas ficou linda.

I Wanna Hold Your Hand – O Kurt é um dos personagens que menos gosto. Não gosto do papel nem da voz dele (que fique claro que não é homofobia), mas esta versão ficou muito doce, se é que esta palavra traduz bem o que quero dizer. O clássico dos Beatles, cantado mais lentamente e de forma introspectiva, traduziu muito bem a dor do jovem em relação à doença do pai.

Umbrella/Singing in the Rain – Tenho que admitir algo. Não suporto a Rihanna. Pode até ser preconceito de minha parte, mas a “mulher de malandro”, dos cabelos vermelhos não me desce. É incrível como as músicas dela ficam boas com outras leituras. A primeira vez que vi a adaptação juntando estas duas canções pensei que não tinha “casado” muito bem. Mas a parte coreográfica é fantástica… Vi o vídeo tantas vezes que acabei digerindo o conjunto.

True Colors – Acho que, independente de quantas vezes esta canção for regravada, gostarei de todas. Adoro a versão original da Cindy Lauper, a do Phill Collins e todas mais que ouvi. A letra é linda, assim como foi a apresentação no Glee. Além disso, esse é um dos poucos solos da Tina (infelizmente).

Thriller/Heads Will Roll – Esta foi, sinceramente, uma das melhores regravações deste clássico do Michael Jackson. Para mim esta era uma daquelas canções intocáveis e, inclusive, assisti este episódio com reservas. Pensei que iriam (desculpe o palavreado) cagar na música, mas me surpreendi. A junção com Heads Will Roll, do grupo Yeah Yeah Yeahs, caiu como uma luva.

Don’t Stop Believing – Esta é praticamente a canção tema do seriado. Os mais conservadores, fãs do Journey, contrários a regravações, simplesmente odiaram a versão dos adolescentes rejeitados. Esta, porém, foi a música campeã mundial de downloads pagos durante muito tempo. Não bastasse o sucesso, ela ganhou duas versões diferentes na trama. A primeira foi o clássico (ou previsível) dueto entre Finn e Rachel e a segunda, uma bela performance em grupo.

Like a Prayer – Quando foi anunciado o episódio especial com canções da Madonna, eu esperava muito mais, aliás, não morro de amores pela cantora. Mas Like a Prayer merece menção. A leitura não difere muito do original, mas a performance e afinação foram ótimas. Gosto bastante das canções em que o grupo canta junto, dividindo as parte que cada um canta.

Defying Gravity – O melhor dueto! Como disse antes, não gosto do Kurt. Mas a parceria com a Rachel funcionou muito bem. A canção faz parte do repertório de Wicked, musical da Broadway. Esta é aquela faixa que deixo tocar várias vezes antes de tirar o CD.

Somebody to Love – Não me apedrejem, mas não suporto esta música cantada pelo Freddie Mercury. Adoro a versão do George Michael e o mais bacana foi vê-la popularizada em razão da versão do Glee. Como ela foi apresentada logo no início da série, a fórmula Finn+Rachel ainda não estava tão batida. Enfim, ótima interpretação, com um toque final de Mercedez, cantando uma nota humanamente impossível.