Por Juliana Maffia

[Esta resenha contém spoilers!]

Eis que estreia X-Men: Primeira Classe. O filme que todos temiam. Bom, quase todos. Como fã de James McAvoy, mesmo se o filme tivesse sido uma bomba eu teria adorado. Mas a surpresa foi boa, boa não, ótima! Matthew Vaughn nos entregou mais uma maravilha da Marvel! Atuação, enredo, direção, tudo muito bem realizado.

O nome obviamente já entrega a base da história. O filme mostra o surgimento dos X-Men, em uma época onde Charles Xavier era um recém formado professor, sem muitas preocupações que não garotas universitárias e cerveja. Enquanto isso, Magneto, um judeu que sofreu nos campos de concentração durante a 2a Guerra, tenta se vingar daqueles que lhe fizeram mal. Um homem em especial atrai o ódio de Magneto, o nazista e mutante, Sebastian Shaw, também assassino de sua mãe. A trama principal circunda Shaw e seus planos para começar uma 3a Guerra Mundial.

São muitos os outros mutantes que aparecem ao longo da trama e que são facilmente reconhecíveis, como a Fera, Emma Frost, Wolverine (aparição especial!) e Mística. Inclusive, em toda a trama, foi Mística quem mais me interessou. A história criada para a personagem é complexa, talvez um pouco inconsistente quanto aos filmes anteriores. Mas, de qualquer forma, foi a parte do filme mais inusitada. Mística tem uma ligação forte com Xavier, que criou a mutante como irmã. Sim, Mística, a mais fiél companheira de Magneto!

X-Men é um filme de super heróis que não apela na comédia, trazendo uma história criativa e plausível, talvez com alguns erros quanto ao resto da franquia. Ele não peca pelo excesso, tem humor, romance, aventura, sem exageros. Com certeza é um dos melhores da série, ao contrário de Wolverine, que contava com apenas um ponto positivo, o personagem principal. Vaughn já tinha provado que era um bom diretor com Stardust e Kick-Ass, vale saber se ele continua como diretor do próximo X-Men, pois podem ter certeza que vem outro filme maravilhoso por ai!