Por Antonio Saturnino

Em um dos meus posts confidenciei que sou fã de carteirinha dos anos 80. Como muitos grupos daquele tempo se separam e muitos cantores já não são tão atuantes, a minha grande frustação é não ter assistido shows de alguns artistas que admiro. É assim com Rick Astley, com The Smiths e o próprio Michael Jacskon, que estava na minha lista de shows do ano quando faleceu.

O Erasure era mais uma das bandas, ou dupla, que eu imaginava que não conseguiria ver. Durante muito tempo entrei no site para ver a agenda de shows e jamais tive qualquer ponta de esperança. Há algumas semanas, funçando no Twitter (aliás, sigam @matracacultural), vi uma notícia de shows deles pelo Brasil. Quase não acreditei, mas é verdade. Dias 4, 6, 7, 9 e 11 de agosto a dupla, formada pelo tecladista e guitarrista Vince Clarke (ex-Depeche Mode e ex- Yazoo) e pelo vocalista Andy Bell, se apresentam em Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, São Paulo e Porto Alegre, respectivamente.

Eles fizeram muito sucesso pelo mesmo motivo que quase tudo da época, a música irreverente, o estilo pop ousado e dançante e canções que ficam na cabeça. Eu, como bom viciado em karaokê, tenho sempre Erasure no meu repertório, principalmente as canções “Love to Hate You”, “Blue Savannah” e “Stop”. Porém seus maiores sucessos são “Oh L’amour” e o maior de todos os hits da banda, a canção “Little Respect”, esta sempre é tocada e ovacionada nas festas retrôs.

O fato é que o Brasil parece ter se tornado refúgio dos artistas da década de 80 e isso em nada me incomoda, muito pelo contrário. De certa forma, diminui uma sensação nostálgica de que nasci na época errada. 

Bom, o dia 9 de agosto já está reservado na minha agenda e caso você não vá ao show, pode deixar que ele será pauta aqui no Matraca.