Por Juliana Maffia

Você sabe por quê uma rádio pirata se chama assim e como ela surgiu? Bom, segundo o filme Os Piratas do Rock, elas surgiram nos anos 60, na Inglaterra. O País poderia até ser a nação dos Beatles mas naquela década, a BBC (British Broadcasting Corporation) tocava apenas música clássica. Os ingleses, sedentos por algo diferente, “criaram” navios que tocavam rock 24 horas por dia. Eles eram piratas que navegavam os mares tocando rock. É a história destes piratas que conhecemos mais a fundo durante o filme.

O barco/rádio pirata pode ser encontrado, ancorado nos mares ao norte da Inglaterra. Uma característica marcante dele é a enorme torre que mandava os sinais de rádio para as casas em toda a Grã Bretanha. O diretor pinta um retrato bastante engraçado daqueles que ouvem a rádio. São crianças, hippies, idosos, adolescentes, freiras, enfim, Rock’n Roll é para todo mundo, isso fica claro. Mas, voltemos ao barco. O que há de mais interessante nele são as personagens, todos roqueiros com estilos distintos que se revezam em apresentar os programas da Rádio Rock.

A história começa com a chegada de Carl (Tom Sturridge) no barco. Carl acabou de ser expulso da escola e sua mãe o envia para passar um tempo com seu padrinho, Quentin (Bill Nighy), dono do barco. Viajamos por algum tempo com estes piratas conhecendo a história de todos, participando de alguns conflitos e, o mais recorrente, das vidas amorosas dos mesmos. Porém, o Governo Britânico não gosta de Rock, e muito menos destas rádios piratas. Portanto, eles fazem de tudo para acabar com as rádios, nem que acabem exterminando alguns piratas pelo caminho.

O longa foi escrito e dirigido por Richard Curtis, mesmo inglês por trás de Simplesmente Amor, Um Lugar Chamado Notting Hill e outras comédias românticas. Você vai ver no elenco atores dos filmes citados, como Bill Nighy e Emma Thompson. Outros grandes nomes participam, entre eles estão: o americano Philip Seymour Hoffman e o diretor de Thor, Kenneth Branagh. Como a história do filme, apesar de criativa, não é das melhores, quem acaba carregando todo o longa são estes atores. Todos eles vieram da comédia e criam personagens marcantes. Além disso, ele acertou em cheio quando nos trouxe cenas dos ouvintes da rádio, que não eram apenas roqueiros malucos e sim pessoas comuns.

Curtis falhou, pois, apesar de criar personagens interessantes, não aprofundou nenhum. Além disso, os poucos conflitos que levavam a trama adiante eram facilmente solucionados entre os piratas. Mas ele não pecou no final do filme que, como de costume, é feito para emocionar. A grande maioria de seus filmes terminam assim, com uma cena bastante emotiva e este não foi diferente. Tenham em mente que é uma comédia, mas foi este final que fez todo o resto do filme ser mais especial. Richard Curtis é o feijão com arroz do cinema inglês, mas isso não faz dele um mal cineasta.