Por Antonio Saturnino

Em meados do ano de 2002, enquanto caminhava para o trabalho me deparei com um outdoor (estes ainda não haviam sido dizimados pela Lei Cidade Limpa) que anunciava um show da Ana Carolina, que aconteceria dentro de poucos dias na “falecida” casa de espetáculos Olympia. A cantora, na época, viajava fazendo a divulgação do CD Ana Rita Joana Iracema e Carolina e, até então, ela ainda era uma cantora “alternativa” de música brasileira, longe de todos holofotes que hoje a iluminam.

Comprei entradas e fui com alguns amigos ao que seria, oficialmente, meu primeiro show. Devo confessar que conhecia bem pouco do trabalho da Ana e sempre que alguém me perguntava quem era ela, eu cantarolava trechos de “Garganta” e “Quem de nós dois”,  que eram as músicas que haviam sido mais executadas nas rádios.

Entrada do meu primeiro show. Reparem que custou R$ 12,50... Os tempos mudaram

As cortinas se abriram, e ela com sua voz imponente, começou cantar os primeiros versos de “Dadivosa”. Aos poucos fui me apaixonando pela apresentação e trabalho da cantora. Os versos das composições me espantavam pela beleza e saí com alguns trechos de “Confesso”, “Que se danem os nós” e “Vê se me esquece” na cabeça.

Já no dia seguinte, comprei o CD e submeti todos em casa a uma overdose da, então desconhecida, Ana Carolina. Resultado: irmãs também viciadas. Com o passar dos anos continuei acompanhando o trabalho da cantora. Cheguei a assistir cinco vezes o show de “Estampado”, o que me rendeu, inclusive, autógrafo nos meus discos.

Hoje já não sou o mesmo fã de antigamente. Acompanho, não tão de perto o trabalho, até porque não sinto mais que ele tenha o mesmo “tchan” que me fascinou naquela época. Mas a Ana tem o poder de me surpreender de uma hora para outra. Talvez daqui alguns meses, ou dias, eu volte com outra opinião sobre a fase atual dela.

Ouçam CD na íntegra.
http://www.radio.uol.com.br/#/volume/ana-carolina/ana-rita-joana-iracema-e-carolina/10706?action=search