por Juliana Maffia

Aviso: esta resenha foi escrita por uma fã desconsolada. Pode conter spoilers.

Sou do tipo de pessoa que prefere evitar e/ou fugir daquilo que não gosta. Por que raios estou falando isso no post sobre o Harry Potter? Porque foi com essa sensação que entrei no cinema, na primeira sessão de sábado. Sentei numa poltrona posicionada bem ao meio da tela, em uma sala praticamente vazia, tudo o que queria era sair da sala e voltar para casa. Por que se eu não assistisse Harry Potter e as Reliquias da Morte pt. 2, a saga não chegaria ao fim. Mas a curiosidade venceu a birra. Acabei ficando.

Contar a sinopse do filme é praticamente inútil, a grande maioria que irá ao cinema assistir o filme já deve ter lido o livro. O filme, por sinal, é bastante fiél à história original de J.K. Rowling. Mas, vamos lá, na parte 2 finalmente a história da luta entre Harry e Voldemort chega ao fim. Harry ainda busca as últimas relíquias e, enquanto isso, Voldemort tenta destruir o mundo dos bruxos. Outras questões, relacionadas a personagens “secundários” também vão se desenrolando. Eles desabrocham, crescem, se apaixonam, alguns também usam deste filme para confessar os pecados. É emocionante presenciar todos estes momentos.

David Yates, encarregado de concretizar os últimos quatro filmes, não ousou muito na direção. A história emociona pelas revelações e pelas imagens que traz, como a ocupação de Hogwarts e a disputa que ali se instala. Inclusive, nunca deixo de me impressionar quando os professores se unem para protejer Hogwarts (nos filmes em que isso acontece). Desta vez então a cena ficou ainda mais bonita. Mesmo assim, se comparado à primeira parte, este filme deixa um pouco a desejar. Yates quebrava cenas fortes em vários momentos, jogando piadas que não necessariamente pertenciam à cena.

Coisas que definitivamente marcaram este filme: a semelhança ao livro, a aparição de alguns professores que não viamos há tempos, os pequenos flashbacks de filmes anteriores e, é claro, a descoberta do grande protetor de Harry. Yates também merece pontos por uma boa direção de atores. Daniel Radcliffe não fez feio e Alan Rickman fez a sala inteira lacrimejar. Por fim, sinceramente acredito que não tenha gostado tanto deste filme por que ele foi o último. Não queria dizer adeus. Li Harry Potter com 11 anos e cresci junto com o bruxo. Nenhum filme que me apresentassem faria jus ao mundo de Rowling.

Aposto que muita gente aí teve impressões completamente diferentes. Deixe um comentário sobre sua experiência com o HP.