Por Antonio Saturnino

O tema em voga no mercado fonográfico é a morte da cantora Amy Winehouse, ocorrida no último sábado (23). Tirando todos os problemas com a dependência química e vida desregrada, que a mim não cabe julgar, Amy tinha um talento inigualável. Digo, sem medo de errar, que ela foi um dos grandes nomes surgidos no cenário musical na última década.

Com uma mistura de Soul, Jazz e R&B, combinada à sua voz marcante e visual singular, a cantora londrina caiu no gosto da crítica e, em 2006, ganhou cinco Grammy Awards, dos seis aos quais foi indicada.

De suas canções, Rehab provavelmente foi a mais executada e a que primeiro vem à mente dos mais distantes de seu trabalho. Outras também notórias são Back to Black, que deu nome ao álbum que lhe rendeu as premiações citadas anteriormente, Valerie, You know I’m no good e Tears dry on their on. Mas, Love is a losing game, para mim, é uma das mais profundas e tocantes. Mostra o lado doce e apaixonante da cantora, que infelizmente foi ofuscado com tantos escândalos.

Como um amigo meu citou em um post no Facebook, “é a imagem dela no vídeo desta canção que prefiro ter na memória”. O olhar marcante e um lado meigo que muitos insistem em ignorar.