Por Renniê Paro

Quem nunca ouviu essa célebre frase? Pois é, se pararmos para pensar é a maispura verdade. Muitas vezes mal nos damos conta de como as atitudes de outras pessoas influenciam em nossa vida. Tem sempre um fulano ou uma ciclana para apontar nossos erros (é, nunca os acertos…). O mais engraçado que são essas mesmas pessoas que empurram para baixo do tapete seus próprios pesadelos.

O espetáculo “Entre Quatro Paredes”, do autor Jean Paul Sartre e direção de Ivan Soares, aborda justamente esse aspecto de nossas vidas. O espetáculo acontece em um ato para quatro atores (um deles, o criado, aparece apenas por um curto espaço de tempo) e se passa em um único cenário.

A peça começa quando o criado encaminha Joseph Garcin a uma sala que o público logo perceberá que é o inferno, que é descrito como uma série de quartos e corredores. A sala não tem janelas, nem espelhos e apenas uma porta. Se juntam a esse homem duas mulheres, Inês Serrano e Estelle Rigault.

Após a entrada de todos, o criado se retira e a porta é fechada e trancada. Os personagens esperam ser torturados, mas nenhum carrasco chega. Ao invés disso, eles são deixados para investigar os pecados, desejos e memórias indesejáveis de cada um. Gradualmente eles se dão conta de que este é o castigo: eles são os torturadores uns dos outros.

Um espetáculo intenso e que nos deixa o recado de que cuidarmos de nossos fantasmas é a melhor saída para que a influência das outras pessoas não interfira em nossa vida.

“Entre Quatro Paredes” está em cartaz no Rio de Janeiro. Caso vocês dêem uma passadinha pela cidade maravilhosa não percam a oportunidade.

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