por Juliana Maffia (@jumaffia)

Chris Evans é Steve Rogers, o Capitão América

A Marvel está provando a todos, sucessivamente, que encontrou a melhor maneira de trazer seus super-heróis ao cinema. Aqueles que não acompanhavam os quadrinhos pouco levavam a sério personagens como Capitão America, mas esta nova onda de filmes bem realizados com certeza atrairá milhares de novos fãs. É exatamente isso que faz o último filme da empresa, Capitão America: O Primeiro Vingador.

O propósito do filme é nos apresentar ao personagem Steve Rogers, um garoto nova iorquino, patriota, que se transforma no Capitão graças a uma experiência bem sucedida. Apesar de se passar durante a segunda guerra mundial, o vilão a ser enfrentado pelo Capitão não são os Nazistas e sim uma organização fundada por um “colega” de Hitler, conhecida como Hydra. Aliás, Hugo Weaving faz um vilão espetacular, como sempre. Desta vez ele é o Caveira Vermelha, “homem” por trás da Hydra. Outro ator que fez bonito foi Chris Evans. Pouco esperava-se dele, que já havia representado o Tocha Humana no Quarteto Fantático, mas ele convenceu como bom moço altruísta, personagem que é o oposto do seu anterior.

O roteiro de Capitão América foi muito bem escrito, diria que a história desenvolve-se com mais fluidez, se comparada ao Thor. Mas, basicamente o filme quer apresentar um personagem que provavelmente é pouco conhecido pelas gerações mais novas. Conhecemos a trajetória de Steve Rogers e o por quê dele agir como age, assim como todos os outros filmes que apresentam super-herói. Seus amigos, mentores e namoradas. Neste quesito o longa não traz nada de novo. Mas o que faz, ele faz bem.

Os crossovers nos recentes filmes da Marvel são sempre ótimos. A presença de outros personagens do universo nos aproxima mais do filme, você fica feliz ao ver Nick Fury e ao reconhecer o sobrenome Stark. Mas, dentro destas crossovers, a falta de explicação quanto ao Cubo Cósmico de Odin foi um ponto fraco. Presumiu-se que todos já haviam assistido Thor e muita gente nem sabia o que Odin teria a ver com essa história.

Eu nunca achei graça nestes heróis bons-moços, sejam eles da DC ou da Marvel, mas não dá para negar que o filme é foi bem feito e diverte. E é muito legal assistí-lo sem conhecer os detalhes da HQ, afinal o que parece óbvio para os vidrados no Capitão é uma boa surpresa para mim (vide o Caveira Vermelha). Capitão América: O Primeiro Vingador é tudo o que espera-se de um filme de super-heróis. Mas, para mim, ele foi apenas a preparação para a grande obra que será Os Vingadores. Se a cada filme a Marvel se supera mais, fica difícil imaginar a magnitude que terá seu próximo longa.