Por Renniê Paro

Agora ninguém tem mais desculpas

Olá queridos matraqueiros. Passamos de 10 mil views e quero deixar registrado meu orgulho e carinho pelos integrantes desse grupo, além, é claro de todos os nossos leitores.

Agora chega de enrolação e vamos ao que interessa. O post de hoje é para dar um empurrãozinho para aquela galera que diz nunca ir ao teatro porque todos os espetáculos são muito caros. Ok, como já disse em outros textos, concordo que muitas peças têm valores abusivos e isso faz com que o público seja menor do que poderia. Porém, todos devem conhecer a máxima: “Quem quer faz, quem não quer arruma uma desculpa”. Isso vale também neste caso.

Se você estiver REALMENTE afim de ver uma peça, basta um pouquinho de boa vontade e pesquisa para encontrar inúmeras opções na cidade de São Paulo. Como eu sou muito legal (rsrs), vou ajudar alguns preguiçosos. Uma lista de 15 peças aincríveis R$ 20,00!!!! Quem perder essa tem que admitir que não vai ao teatro simplesmente porque não quer, não é mesmo?

Dêem uma olhada:

3 Casas – Tríptico Alfrediano (às quartas)

Três autores assinam e dirigem o espetáculo baseado nos contos do jornalista e dramaturgo paulistano Alfredo Mesquita (1907-1986). Os textos contam histórias sobre a São Paulo das décadas de 1930 e 1940, quando a cidade sofre intensa verticalização.

45 Minutos

Em um palco vazio, um ator entretém o público sem uma trama em que se sustente. O monólogo questiona se o teatro ainda pode proporcionar uma experiência potente e transformadora. Essa sim me parece um bom exercício de reflexão sobre essa área.

Carne

As relações entre o patriarcado e o capitalismo são transformadas em cenas que refletem sobre discriminação, violência e trabalho doméstico.

Cemitério dos Elefantes

O espetáculo faz um paralelo entre a solidão dos excluídos pela sociedade e entre os elefantes velhos, sem utilidade para o bando. Os apaixonados por Animal Planet, assim como eu, entendem um pouquinho dessa relação.

Como Ser uma Pessoa Pior

Amabile é uma mulher de meia-idade que leu todos os livros de autoajuda, mas nunca encontrou a resposta para a sua dependência em relacionamentos. Desacreditada dos métodos convencionais, ela se tranca num apartamento tendo como companhia uma samambaia e uma garrafa de uísque. Aposto como muitas mulheres e, porque não, alguns homens, irão se identificar.

Coração Dark Room

Monólogo em que um personagem reflete sobre sua condição humana e a relação entre dois homens nos dias atuais.

Dentro da Noite

O monólogo é inspirado em dois contos do escritor carioca João do Rio (1881-1921). No primeiro, um sádico fala com requinte sobre sua bizarra tara em um trem de subúrbio. O segundo, por sua vez, retrata um narrador que relembra uma aventura erótica de Carnaval.

Doutor Faustus Liga a Luz

A opereta apresenta o tema de Fausto, um homem que vendeu sua alma ao diabo em troca da invenção da luz elétrica, metáfora do conhecimento e da tecnologia no mundo contemporâneo.

Heiner Müller em Repertório

O espetáculo multimídia reúne três das peças mais representativas do dramaturgo alemão: “Medeamaterial”, “Hamletmaschine” e “Descrição de Imagem”.

Jaguar Cibernético

A tetralogia, pois o espetáculo é composto por quatro peças autônomas, está inserida no ciclo do “pensamento selvagem” do autor. Trata-se de peças que versam sobre temas indígenas e abordam as relações de alteridade entre culturas.

Jogando no Quintal

O espetáculo de improvisação de palhaços aposta na grande paixão brasileira: o futebol. A peça reúne uma plateia de “torcedores”, que escolhe o time preferido dentro da peça e vota nas performances dos atores.

Mamy

O oitavo texto adulto da atriz e diretora Alexandra Golik questiona como agir com os pais quando estes envelhecem. Na comédia dramática, um incidente põe fogo na casa de uma senhora e ela não tem para onde ir. Os filhos não querem acolhê-la e a cunhada, viúva do irmão mais velho falecido, tenta acalmar os ânimos dos familiares.

O Bloco do Eu Sozinho

A peça do coletivo Atocontínuo parte do disco “Bloco do Eu Sozinho”, do Los Hermanos, e cria uma “trilha cênica” para o álbum, usando lembranças dos atores e da relação deles com o disco.

Sacode di Quinta!

O grupo Senhora Comédia improvisa um espetáculo baseado em fatos do cotidiano, com participação de convidados especiais e novos talentos. É como dizem, temos que rir das nossas situações diárias, assim o tempo passa mais leve.

E por fim… 

Sequestro

Num porão com paredes sujas e úmidas, uma perua da alta sociedade discute com seu sequestrador. Na conversa cômica e acalorada, bandido e vítima se descobrem aos poucos. Ela não come carne vermelha, tem problemas no casamento, com os filhos e com o pai. Ele não tem família e passa fome. Em comum, ambos têm apenas a paixão por cachorros.

Como puderam ver, há peças para todos os gostos e melhor, para todos os bolsos.

Beijos e até a próxima