Por Renniê Paro

Não sei vocês já repararam, mas a máxima “as histórias se repetem” é verdade. Mudam os personagens, os cenários, algumas falas, mas as situações e temáticas acabam por se repetirem. Uma das histórias mais bonitas, em minha humilde opinião, e mais bem contadas é a trágica história de amor entre Romeu e Julieta, um casal separado pelo ódio de suas famílias. O espetáculo “Se essa rua fosse minha – O amor nos anos de chumbo”, de Marcos Ferraz, com direção de Marcos Okura e Fezu Duarte, é uma releitura desse clássico.

A peça conta a história de um garoto que estuda Filosofia na USP e de uma menina que estuda no Mackenzie. Mais um caso de amor cotidiano, se o ano não fosse 1968 e ambos estivessem no meio do conflito entre estudantes na Rua Maria Antônia. O amor dos jovens é antagonizado pelas forças de direita e esquerda que cada universidade representava na época.

Foto: Divulgação

O musical também faz um paralelo com os anos 90, abordando o movimento dos “caras pintadas”, quando, depois de muito tempo os jovens voltavam às ruas para uma bela manifestação cívica. Os filhos da protagonista estão presentes nas passeatas e fazem-na lembrar dos seus tempos de juventude.

O público poderá se deliciar com músicas de Chico Buarque, Caetano Veloso, Tom Zé, Mutantes, Gilberto Gil, Roberto Carlos e outros mestres do cancioneiro popular brasileiro. Os 17 atores do elenco cantam ao vivo.

“Se essa rua fosse minha – O amor nos anos de chumbo” está em cartaz na Sala Jardel Filho, no Centro Cultural São Paulo, até 06 de novembro.
Só mais uma informação complementar. A montagem inédita é realizada pela Cia. De Teatro Rock, que completa 10 anos de muitas alegrias. A companhia conta com mais de 30 atores, além de 15 profissionais da área técnica, como cenógrafos, figurinistas, técnicos de som, entre outros. Ao longo dessa primeira década, a CIA reuniu diversos talentos que lhe renderam inúmeras apresentações, viagens e indicações para prêmios.
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