Por Fernanda Beziaco

Leitores, hoje é sexta e está muito calor! Que vontade de uma praia agora… mas tudo bem, vamos ao post.

Hoje vou postar aqui um texto apenas:

A Morte que vem Chegando

Por Marcos Beziaco

Pois é. Lá estava eu. Parado. Ao lado da cama do garoto que tanto me deu afeição. Que me deu riquezas. E ele estava prestes a acabar comigo. Despedaçar-me, em milhões de pedaços no chão frio e duro do seu quarto. Ele estava preparado, com vassoura e pá para limpar o que sobraria de mim. Eu já ouvira dizer que, na minha profissão, esse dia sempre chega. O dia em que alguém vem e te manda para o céu. O pior é saber que ele só quer meu dinheiro. O que tem dentro de mim. Quer só pegar tudo que ele já me deu e me mandou guardar. E em vez dele só me abrir, mesmo me matando, e depois me empalhar, guardar como lembrança, sei lá. Mas não. Ele tem que imitar todos os outros. Me lançar em uma queda sem volta. Poucos sobreviveram a isso. Mas sim, os humanos não desistem. Pegam o chamado “martelo”. Essa é provavelmente a arma mais poderosa deles. Com apenas uma batida e quem quer que seja atingido se reduz a lixo. Pois é. Já consigo ouvir seus passos. E lá está ele. Contente, vindo em minha direção. Se bem que não sou muito diferente dos animais que todos dizem sermos. Aqueles com o rabo enrolado, que só servem como comida. Os humanos só nos usam, e nos entopem de coisas, e depois nos matam sem a menor consideração. Ele me segurou, me balançou no ar para ver que barulho eu faria. Gritou que já ia conseguir o dinheiro para sua mãe. Lançou-me ao chão.

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Enquanto a minha vida passava diante de meus olhos, percebi a coisa mais importante da minha vida: Sou um cofrinho de porquinho.

Vamos lá, o texto é do meu irmão mais novo. Achei tão criativo que quis compartilhar com vocês.

Espero que gostem.

Até a próxima sexta!