Hoje o Matraca Aberta abre espaço para uma portuguesa que cresceu na China e agora vive no Brasil uma paixão antiga, que nasceu com com as tantas novelas que cresceu assistindo.

Por Cláudia Brandão

Desde sempre fui, e sou, uma aficionada em novelas, em teatro, em musicais, em qualquer coisa que tenha uma boa história (ou pelo menos que tenha personagens e algumas cenas de choro) e é por isso que hoje escrevo aqui. Hoje não vi novela, não me distrai, então escrevo.

De onde veio essa paixão? Pode ser porque eu sou ‘internacional’ (um pouco de mim é chinesa, outra parte é portuguesa e agora me descobri brasileira), pode ser porque gosto de fantasias, de grandes amores e grandes tragédias, pode ser simplesmente porque sim, mas confesso que uma das coisas que mais gosto de fazer é ver os primerios e os ultimos episodios de cada folhetim.

Recentemente a telenovela “Vida da Gente” deu seus primeiros sinais, e apesar de muitos acharem que as histórias se repetem (e é verdade), há pouca coisa melhor do que chegar do trabalho e ver uma cena de amor numa cachoeira, uma briga que termina em beijo, uma mãe que não perdoa, uma filha que procura a sua mãe verdadeira, um sorriso diferente…coisas que não são a vida da gente mas que por alguns instantes nos fazem sonhar. E porque não desejar o astro que nos olha ao som daquela musica romantica, feita para mim e para você?

O início de cada novela traz sempre aquela sensação de renovação, de começo de namoro, ‘é desta que vai dar certo…’, e por momentos estamos perdidos numa vida alheia e isso não é pecado (nem amar!!rsrs). A Ana entrou em coma, sim, como tantas outras personagens, mas ela vai acordar, também como a Paula, a Raquel, e vai sofrer e sorrir, sofrer mais um pouco e ser feliz no final. Todos sabemos como vai terminar esta história, mas nem por isso vamos deixar de assistir, porque a vida da gente pode esperar, nem que seja por 30 minutos.

Que jogue o primeiro controle aquele que nunca parou para ver novela!

P.S. – Não saiam daí, porque amanhã tem primeiro capitulo de “Aquele beijo”.