por Juliana Maffia (@jumaffia)

[ Este post contém alguns Spoilers]

Existem filmes que não chamam muita atenção quando são anunciados.  E “Mais Estranho que Ficção” foi um deles. Os atores, todos conhecidos, não pareciam ter qualquer tipo de conexão, a sinopse não fazia muito sentido, o diretor (Marc Foster) era pouco conhecido. É muito bom ir ao cinema e ser surpreendida com um filme destes, especialmente quando se trata de Hollywood.

Harold Crick é um cara quadrado, com poucas preocupações. Leva uma vida comum, preocupa-se em escovar os dentes todos os dias e em não perder o ônibus quando vai ao trabalho, na Receita Federal. O que Harold não percebe é o narrador que o persegue, explicando detalhadamente sua rotina diária. Uma série de fatos leva Harold a perceber que ele pode apenas ser mais um personagem em um livro, controlado por forças externas, e que a autora de seu livro pode estar escrevendo uma tragédia. Como ele deve lidar com isso?

Mais Estranho que a Ficção é especial por muitas razões, mas a mais forte delas é a história, bem escrita, amarrada, sem muitas enrolação e ao mesmo tempo surpreendente. O final não é muito criativo, mas não poderia ser de qualquer outra forma. O que é ainda melhor? Bom você ganha atuações incríveis de Will Ferrell, Dustin Hoffman e da incrível Emma Thompson (como sempre o ponto alto do filme). Não consigo pensar em muitos pontos negativos, talvez podemos contar os clichês amorosos como um deles, mas eles não chegam a desagradar, na verdade o contrário.

Enfim, Mais Estranho que a Ficção pode ser um daqueles filmes que nunca receberam muita atenção, são deixados de lado para um futuro aluguel, ou para aquele dia em que nada mais está passando na televisão. Não façam isso! Ele merece mais.

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