Pela terceira semana consecutiva, a Cláudia, nossa querida portuguesa apaixonada pelas novelas brasileiras, é a nossa convidada do espaço Matraca Aberta. Dessa vez ela não fala sobre novela, mas sobre música… e revela também seu gosto pelos artistas tupiniquins.

Por Cláudia Brandão

O pianista Marcelo Bratke ao lado de Sandy Leah

Ao contrário de muitos de vocês, conheci a dulpa Sandy e Júnior apenas na minha adolescência. Apesar de não conhecer nem metade do repertório, sempre achei que a voz da Sandy diz algo de diferente… e é verdade.

O teatro alfa recebeu a cantora na última quarta-feira (26) em evento realizado em prol dos programas sociais das organizações Liga Solidária, Colégio Mão Amiga e Sonhar Acordado. Lá tive a oportunidade de vê-la cantar sozinha, apenas acompanhada pelo piano de Marcelo Bratke, e descobri que, apesar de parecer frágil e ser tida como uma meninina (ainda!), a Sandy é uma artista que pode se aventurar por musicas como Everytime We Say Goodbye, sem tibutear.

Bem fora do que ela estava acostumada a fazer, palavras dela, conseguiu transmitir força, doçura e uma competência como poucas pessoas. O programa reuniu canções de autores bem conhecidos do público brasileiro, como Tom Jobim, Cláudio Santoro, Villa-Lobos, Gershwin, Cole Porter e Duke Ellington. O concerto combinou, de forma harmoniosa, o jazz, bossa nova, música erudita brasileira e americana.

Durante uma hora e meia Sandy cantou e encantou. Em determinandos momentos o seu lado pop foi mais forte e alguns passinhos de dança acompanharam determinandas letras, e mesmo não estando no roteiro, fez o público sorrir e aplaudir de pé.

No ponto de vista mais pessoal possível, acredito que a voz dela se encaixou melhor nas melodias que ela cantou em inglês. Romantismo e sofrimento combinam com uma voz que não precisa de muitos agudos para supreender e encaixar no ouvido de todos nós.

Querem saber fofocas? Eu também, mas ela não revelou nada do que vocês estão pensando. Não confirmou sua participação na versão brasileira do programa “The Voice” e confessou que sente muitas saudades do irmão e voltar a cantar com ele não está fora de questão. Em relação ao seu lado atriz ela afirmou que algo longo ela não pode aceitar, mas que algumas participações são sempre bem vindas, inclusive ela participou do novo seriado “As Brasileiras”.

Sandy é assim, pequena, mas sabe dar passos enormes. Frágil, mas quando canta se torna uma guerreira e tudo isso com uma voz encantadora. Que bom que eu “te conheci” Sandy Leah.

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