Por Fernanda Beziaco

Aleluia! Aleluia! Aleluia! Aleluia! Aleeeeluiaaaa!

Sim, eu disse que cantaria “Aleluia” quando conseguisse postar (e finalmente consegui) as minhas considerações sobre o livro “Ilha do medo”, na verdade “Paciente 67, do Dennis Lehane.

O livro ganhou uma nova edição com o nome “Ilha do medo” por conta do longa, dirigido por Martin Scorsese e com um elenco muito bem escolhido, que desempenharam os papéis de maneira fantástica.

Já disse isso aqui, mas vou repetir, gosto muito de ler livros que viraram filmes. Tanto ler o livro antes do filme ou ver o filme antes do livro, não tem importância. Vendo as duas versões é o que importa.

Abro aqui um parêntese, porque tenho a sensação de que já não se fazem mais filmes que não tenha sua origem em um livro. Pode ser impressão minha, mas…Mas vamos ao que interessa!

Ilha do medo, nome que me parec e muito mais instigante que Paciente 67, nos conta a história do detetive Teddy Daniels, ambientada nos anos 50, Teddy precisa resolver o caso de uma paciente desaparecida em Ashecliffe. Chuck, também detetive, é parceiro dele nessa investigação.

Ashecliffe é uma instituição que trata de criminosos considerados “loucos”, por assim dizer.Teddy e Chuck precisam resolver o mistério do desaparecimento de Rachel Solando, que sumiu sem sapatos, de uma sala trancada, sem janelas e com uma tempestade se aproximando.

O livro te faz viajar. O cenário meio “hospital”, meio “prisão” e toda a ilha, te deixa sempre vulnerável ao que vai acontecer.

De cara você entende Teddy, você conhece ele por inteiro. Se identifica com sua personalidade, cheio de marra. E, você gosta de Chuck, do senso de humor e até de seu receio. Toda a trama te leva a ficar com “raiva” do diretor e médico da instituição.

E, enquanto a trama se costura, vai descobrindo as neuras de Teddy. Como a guerra o afetou, a morte de sua esposa…  Você sente sua tristeza quando ele conversa com a esposa morta e sente-se pesado, como ele, como se tivesse vivido os dias que ele viveu na ilha. É, você sua com ele em seus pesadelos mais tenebrosos.

O problema de Teddy, é que ele não está nesta ilha por acaso. Ele quer descobrir se o assassino de sua mulher também está lá. E, ele está…
Para quem assistiu o filme, digo, ler o livro nessa altura não tira a emoção de descobrir tudo junto com Teddy. Vá fundo na leitura, porque a narrativa de Dennis é impressionante. Você consegue “comer” o livro. Apesar de eu ter demorado para terminar, a culpa não é em nada do autor, mas sim dessa leitora que vos escreve, que teve de lutar com as “preguiças” da rotina para poder concluir a leitura.

Os diálogos são muito inteligentes e o filme não deixa a desejar nesse ponto, pude reconhecer muitos dos que foram utilizados no filme enquanto lia.

Um deles, apesar de estar um pouco diferente, é quando Teddy relembra uma conversa com Dolores, sua falecida esposa, e ele pergunta: onde está Rachel? E ela diz: está na escola. Ele: mas ela é muito nova para ir a escola. Ela: não na minha.

Mesmo o final do livro sendo muito bom, o dialógo no final do filme é melhor. A frase final do filme, Teddy fala para Chuck: Melhor morrer como um herói a viver como um monstro (ou algo assim). Leiam o livro, façam essa comparação e me contem o que acharam.
Um dos melhores livros que já li. Com certeza!

Até a próxima sexta e bom feriado prolongado para vocês.

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P.S.: Feliz aniversário para a matraqueira JuMaffia😉