Hoje nossa querida portuguesa exalta seu patriotismo em um post sobre uma novela a lá portuguesa!!

Por Cláudia Brandão

Poucos de vocês devem saber, mas nós, em Portugal, também temos grandes atores e novelas que marcam. Claro que a nossa influência vem totalmente deste lado do atlântico, mas de qualquer maneira não deixamos de ter o nosso mérito.

E não somos apenas nós acreditando nisso, o Mundo assim o fez em novembro quando deu à novela “Laços de Sangue” o Emmy de melhor folhetim de 2010. Nesse campo, acho que é a primeira vez que a Terra Mãe conseguiu ultrapassar o Brasil e isso é motivo de orgulho para qualquer pessoa, mais ainda para alguém como eu, que gosta de novelas, sejam de onde for.

            A história é comum, duas irmãs que competem uma com a outra, ainda pequenas, têm um acidente, a que se pensava ter morrido, cresce em outra familia com sede de vigança por quem um dia a deixou. Anos depois, por ironia do destino, e do autor, elas se encontram, se casam com o mesmo homem, lutam pelo espaço em casa e a novela acaba, como todos nós sabemos, com a má castigada e a boa com o grande amor da sua vida.

O que não foi comum em todo este processo foi a intrepretação da atriz Sara Santos que se mascarou de Diana e fez poucas e boas a Inês (Diana Chaves), a irmã boa e querida por todos. Carreira de menina e a força de uma veterana.

Aqui, por estas bandas, a notícia dessa valorização, veio como sendo uma vitória brasileira, e lamento, senhor Aguinaldo Silva, que apesar da sua supervisão, o trabalho árduo, os telespectadores, a história, o cenário é totalmente nosso. Sim, meu e dos meus ´patricios´. É a primeira vez que ganhamos um prêmio com esta força e apesar da ajudinha que tivemos, não nego, é uma medalha para Portugal.

Acho interessante também incluir neste ´devaneio de uma portuguesa´ a presença, cada vez mais constante, de atores portugueses nas novelas Globais.

Quem não sabe quem é Ricardo Pereira (Vicendo da novela Aquele beijo) e o Paulo Rocha (Guaraci em Fina Eestampa)? O que eles eram antes de chegar aqui? Pouco talvez, mas estão marcando nosso sotaque (que eu já perdi) e trazendo um pouco da memória de algo que um dia foi tão importante por aqui…

E esta,heim?