Por Renniê Paro

“Sou um menino que vê o amor pelo buraco da fechadura. Nunca fui outra coisa. Nasci menino, hei de morrer menino. E o buraco da fechadura é, realmente, a minha ótica de ficcionista. Sou (e sempre fui) um anjo pornográfico.”

Acredito que com essa frase possa traduzir um dos maiores dramaturgo de todos os tempos. Se não um dos maiores, pelo menos o mais polêmico! Comemoraremos em 2012 o centenário de Nelson Rodrigues. Suas obras são ainda hoje motivo de discussões, polêmicas e expressividade em sua mais nua forma.

As dezessete peças da qual é autor, Nelson Rodrigues é constantemente revisados em diferentes montagens por todo o país. Como singelas homenagens podemos esperar algumas de suas peças escritas por ele no ano que se aproxima.

A que deu a partida nesse movimento foi “O Beijo no Asfalto”, em cartaz na Arena Eugênio Kusnet. O espetáculo retrata um beijo entre dois homens na rua. Arandir, um sujeito comum, num ato de humanidade, se ajoelha diante de um homem atropelado e lhe beija a boca. Presenciada por um repórter, a cena ganha os jornais e desencadeia perversos segredos.

Aos mais conservadores indico que preparem o espírito para encarar a maratona de 2012, afinal, Nelson Rodrigues não é para qualquer um!

Beijos!