Por Fernanda Beziaco

Eba, mais uma sexta chegou!

Hoje vou falar de um livro que eu demorei muito para ler por puro preconceito, A hora da estrela de Clarice Lispector.

Minha resistência em ler este livro começou por causa de vestibulares. Eu não entendia e nem fazia a mínima questão de tentar enteder o porque este livro sempre aparecia nas “leituras obrigatórias” para prestar vestibular.

Não entendia. Até que um dia, passeando pela biblioteca do Sesc Pompéia o livro brilhou pra mim na estante, quase ouvi ele chamando meu nome.

Um livro fino, muito encardido. Largado na estante displicentemente. É, ele me olhou, eu olhei pra ele e foi assim que ele veio parar nas minhas mãos e eu o comi todinho. E me apaixonei pela Clarice e como não?


A história é trágica. Diria muito real.

Clarice dá vida à Macabéa, uma moça simples, que veio do nordeste para morar no Rio de Janeiro.

Macabéa é uma desafortunada.

Basicamente, tudo na vida dela dá errado. Namora um cretino, tem amigas vadias, tem um trabalho exaustivo e se descobre doente.

Que vida desgraçada tem essa menina. Lembro de ficar triste por ela enquanto eu lia.

Porém, Macabéa é aconselhada a ir numa cartomante e prever seu futuro. Quando a menina chega nos aposentos de Madame Cartola ela está com uma cliente, que sai chorando porque Madame acabou de lhe prever um futuro triste, ela iria morrer. Mas, quando é a vez de Macabéa, Madame prevê um futuro muito bom, um futuro feliz com um homem lindo e enche Macabéa de esperança.

Ao sair da casa de Madame Cartola, Macabéa é atropelada. Morre ali no asfalto. Feliz.

O livro me surpreendeu muito.

Fico por aqui pessoal, mas não esqueçam que temos o terceiro sorteio da promo de natal do Matraca dia 19  =)

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Até semana que vem!