Por Mariana Bernun

Nesta última sexta-feira (16), no Citibank Hall, o Matraca Cultural cobriu o primeiro show em São Paulo, que Jorge Vercillo fez do novo álbum Como diria Blavatsky. Diferente do anterior, D.N.A., este marca uma fase mais reflexiva sobre a natureza, religião e a sociedade.

De modo geral a vida humana é tema presente. Não por menos o disco recebe o nome de uma das figuras mais emblemáticas da Teosofia, Helena Blavatsky, escritora russa do final do século XIX. Claro, que o “amor” também é intrínseco em cada letra, do contrário não seria Jorge Vercillo.

Jorge Vercillo em um novo espetáculo

Além, da filosofia explicita nas composições, outra mudança evidente foi na performance do cantor em palco. Quem esperava por algo comedido, surpreendeu-se com uma apresentação mais interativa, caricata e dançante.

Um dos momentos inusitados, pelo ineditismo da modalidade na MPB, foi a participação do beat box paulistano Junior Meirelles, que interpretou em grande estilo com a técnica do pedal do loop, Isn’t She Love do Stevie Wonder e Final Feliz, esta última com uma versão nova e bem divertida.

Vercillo, durante toda performance, mostrou como sua família influencia seu trabalho e falou de composições feitas em homenagem à sua esposa e para cada um de seus filhos. Mas o auge desse sentimento “família”, foi a performance do pequeno Vini, filho do cantor, que dançou Arco-íris ao estilo Michael Jackson e agitou e encantou a plateia.

Jorge Vercillo bota a galera para cantar

Memória do Prazer (faixa da novela Fina Estampa da Globo) e Sensível demais, foram músicas que também marcaram o belo coro de românticos que preenchiam os 3.900 m2 de Citibank Hall.

Desta vez o cantor fugiu do “mais do mesmo” já citado pelo matraqueiro Antonio Saturnino em outro post, e arriscou em novas experiências, que pela gritaria histérica das fãs, parece ter agradado.

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