Por Marco Barone

Tudo bem que o ano acabou ontem, mas como estou meio atrasado com as datas, vamos a algumas informações úteis sobre a última comemoração do ano. Seja em fatos histórias, lendas, mandingas, costumes, essa data mexe com o imaginário de todos. Vamos, aqui, colocar alguns fatos históricos, algumas curiosidades e umas poucas mania que você ainda poderá colocar em prática nos primeiros dias de 2012 e para o final dele…

A primeira comemoração de Ano Novo ocorreu na Mesopotâmia por volta de 2000 a. C. Quer dizer que o réveillon é mais antigo do que o nosso calendário. Os romanos foram os primeiros a estabelecerem um dia específico no calendário para as festividades de Ano Novo. O ano começava em 1º de março, mas foi trocado em 153 a. C. para 1º de janeiro – o que foi mantido no calendário juliano e, posteriormente, no gregoriano.

Alguns costumes dos povos do mundo podem parecer estranhos para a maioria de nós, mas têm lá suas razões. Por exemplo, os dinamarqueses, para brindar o novo ano, sobem em cadeiras e pulam. Na Escócia, homens e mulheres comemoram a passagem de ano com beijos… na boca. Os austríacos jogam chumbo derretido na água quando o relógio marca meia-noite e guardam as figuras como um amuleto.

Os hondurenhos jogam três laranjas – uma sem casca, uma com parte da casca removida e outra com toda a casca – debaixo da cama sem olhar. Depois, pegam a laranja que estiver ao alcance da mão. Se pegar a laranja com casca, acreditam que terá sorte no ano que se inicia; se pegar a laranja com parte da casca, a crença é de que terá um ano regular; se pegar a descasca, o ano será ruim. Os portugueses saem às janelas batendo panelas. Na Espanha, as pessoas comem doze uvas, uma para cada badalada do relógio. Na França, as pessoas costumam preparar ostras e diversos outros frutos do mar para a ceia de Ano Novo. Na Escócia, a tradição manda a pessoa seja a primeira a pisar a propriedade do vizinho, conhecida como first-footing (primeira pisada).

O último lugar do mundo a comemorar a chegada do novo ano é Samoa, no Oceano Pacífico e o primeiro é a Ilha Pitt, na costa Oriental da Nova Zelândia. Para quem gosta da data, existe um lugar onde o Ano Novo é comemorado todos os dias. Esse lugar chama-se Pleasure Island e é um dos parques do complexo Disney em Orlando, Flórida, Estados Unidos. A cada 24 horas, os turistas saem às ruas para festejar mais um réveillon.

Quando o assunto é lugar para celebrar a passagem, há também alguns pontos preferidos em cada país. Os ingleses de Londres costumam celebrar a chegada do novo ano em Trafalgar Square; em Sidney, na Austrália, na famosa Ponte de Sidney; em Paris, França, os festejos são na Champs-Elysée; em Moscou, na Rússia, a festa acontece na antiga Praça Vermelha; em Nova York, EUA, na Times Square; em Roma, Itália, na Piazza Navona ou na Fontana di Trevi;  em Berlim, Alemanha, no Portão de Bradenburgo; Já por aqui, Em São Paulo, na Avenida Paulista, e no Rio de Janeiro, na Praia de Copacabana.

As promessas feitas na passagem de ano, tão comuns e tão descumpridas, não são uma tradição recente. Os babilônios já as faziam há 4 mil anos. Mas em vez de resolverem levar uma dieta a sério ou parar de fumar, eles juravam de pés juntos que, tão logo acabassem as festas, devolveriam equipamentos de agricultura que haviam sido emprestados por amigos.

Se você é supersticioso, aí vão algumas coisas que as pessoas costumam fazer na virada de ano: usar meias brancas novas por três dias, usar roupas brancas na passagem de ano, comer lentilhas na ceia, mastigar romãs, deixar um copo com água na cabeceira da cama antes de ir dormir e pular ondas.

O hábito de pular sete ondas na passagem de ano veio do candomblé. Para os adeptos do candomblé, o sete é um número mágico e a maré simboliza o contato com a divindade mãe de todos os orixás. O costume de vestir branco também veio do candomblé. O branco é a cor da roupa de Oxalá, divindade equivalente a Jesus Cristo no catolicismo.

Comer lentilhas atrai riquezas. Segundo a tradição, o hábito vem dos templos bíblicos quando Jacó serviu lentilhas a seu irmão Esaú. Na ocasião, Jacó propôs trocar um prato de lentilhas pelo direito de ser o primogênito de Izaque e Esaú aceitou sem pestanejar.

Por fim, a tradição de usar um bebê como símbolo do ano que se inicia foi adotada pelos gregos em 600 a.C. Eles desfilavam com um bebê dentro de um cesto para homenagear Dionísio e representar o renascimento anual do deus do vinho.

“Adeus, Ano Velho”, a música mais cantada no réveillon brasileiro foi feita em 1951 por David Nasser e Francisco Alves.

Em alguns lugares, o Ano Novo acontece em datas diferentes. Como usam calendários diferentes chineses, judeus e muçulmanos celebram o Ano Novo em datas diferentes. Os vietnamitas comemoram o Ano Novo, que eles chamam de Tet, no dia 10 de fevereiro. Na Tailândia, o Ano Novo começa na metade de abril. Na China, a festa da passagem do ano começa em fins de janeiro ou princípio de fevereiro. No Japão, é comemorado do dia 1º de janeiro ao dia 3 de janeiro. Para os muçulmanos, que têm calendário próprio, que se chama “Hégira”, que começou no ano 632 d.C. do nosso calendário, a passagem do Ano Novo acontece em 6 de junho, foi quando o mensageiro Mohammad fez a sua peregrinação de despedida a Meca. O Ano Novo judaico, chamado “Rosh Hashanah”, é uma festa móvel no mês de setembro.

E, como não poderia ser diferente, feliz 2012 e nos vemos por aqui…