Por Renniê Paro

Aposto como muitas pessoas aqui já ouviram falar sobre os Transtornos Obsessivos Compulsivos ou TOC. Esse transtornos psiquiátricos são muito comuns e se caracterizam pela presença de obsessões e compulsões que ocupam grande parte da pessoa que sofre deles, comprometendo seu desempenho em diversas atividades.

A necessidade repetida de lavar as mãos, de repetir coisas, fazer verificações, contagens e mesmo ter a mente invadida por pensamentos e palavras que o paciente não consegue afastar, por mais que considere absurdas. Tais pessoas também sofrem de temores exagerados e podem evitar tocar alguns objetos, como trincos de porta, sofás, móveis, dinheiro, corrimão de escadarias, entre outros.

Agora, imagine uma sala de consultório repleta de pacientes que sofrem de TOC, os mais diversos possíveis. Este é o cenário de TOC TOC, espetáculo em cartaz no Teatro das Artes, em São Paulo. Doutor Stern é um médico muito recomendado para o tratamento de TOC.  Com horário marcado, seis pacientes ansiosos pelo famoso tratamento se conhecem na sala de espera de seu consultório. Dizem por aí que nunca é necessária uma segunda sessão com ele. Alguns imprevistos levam ao atraso excessivo do Dr. Stern.  Esta demora no atendimento cria uma situação inédita e divertidíssi ma: os pacientes, que no início estavam desconfortáveis com seu TOC, acabam formando um grupo de terapia que se auto-analisa.  Em meio a crises, brigas e muitas risadas o espectador acompanha as dificuldades e bizarrices de cada tipo de TOC, bem como a maneira de lidar com elas.

Imaginem só no que pode dar essa combinação. Manias, rituais e obsessões todos têm algumas, não é verdade? Claro, umas mais inocentes do que outras. Afinal, de perto, bem de perto, ninguém é tão normal quanto parece =D

Beijos!

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