Por Fernanda Beziaco

Olá queridos leitores! Enfim chegamos a tão esperada sexta-feira. Quem não ama uma sexta assim? Quente, azul, cheirosa…
Hoje estou num clima romântico, pois recém terminei a leitura do livro Um dia, de David Nicholls. Tenho que dizer para vocês que a segunda obra do ano é um romance, é um drama, é uma leitura muito boa e me arrancou lágrimas, vejam vocês!

Não consigo me lembrar a última leitura que me fez chorar. Talvez eu só esteja emotiva… Fato é que (como acontece quase sempre) eu assisti ao filme antes de ler o impresso e eu também chorei no filme. #weepinggirl

O livro é muito bem costurado, com diálogos inteligentes e com a composição de dois personagens extremamente humanos, reais, complexos.

David dá vida a Emma Morley e Dexter Mayhew e narra a história deste peculiar casal de 1988 a 2007. Usando sempre a data “15 de julho” de cada ano para contar os acontecimentos da vida de ambos.

Um desfecho um pouco inesperado, mas brilhante. Fugindo daquela fantasia holliwoodiana a que estamos acostumados. Em determinada altura o próprio autor faz referência ao filme Harry & Sally – Feitos um para o outro, que (resumidamente) são amigos durante anos e de repente se descobrem apaixonados, porém, em Um dia os conflitos dos personagens são muito mais intensos. Muito drama, um pouco de comédia, um romance.

Apesar de gostar mais de leituras que tendem para o suspense, tive uma surpresa muito agrádavel com este livro. Gostar de um romance não é fácil. Principalmente quando ele vem cercado de clichês enjoativos. Ser surpreendido é excelente. Acreditem, li achando que não teria tanta diferença do filme, que não me comoveria. Me enganei.

E, como sempre, o livro é muito mais fascinante que o filme.

E, como sempre (novamente), façam os dois: leiam e assistam. Ambos valem a pena, mas a obra impressa tem alguns detalhes especiais. Sutilezas que não foram colocadas no filme. Neuras dos personagens que não foram exploradas.

De alguma forma, acredito que todos conseguem se identificar com Dexter e Emma. Confesso uma certa empatia adicional pela história de Dexter, um tanto bipolar. Mas isso é só a minha opinião e vocês podem tirar as próprias conclusões. Basta ler!

Essa semana ainda tenho 1984 para terminar, estou quase. E já planejo começar um dos livros da lista dos 10 livros para ler em 2012. Meu desafio! Que vocês podem ver aqui.

Só para avisar, está chegando o primeiro aniversário do Matraca Cultural. =)
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Até a próxima sexta e um excelente dia para vocês!