por Juliana Maffia

Essa sábado irei agraciá-los com a minha presença, mas melhor do que isso vou dar um dica de cinema 😉

Vamos falar sobre o Oscar, mais especificamente um de seus nominados, o filme O Artista, do diretor belga Michael Hazanavicius. Indicado em 10 categorias da premiação, incluindo Melhor FilmeMelhor Ator e Melhor Roteiro Original, o filme chama atenção por uma série de coisas incomuns. Em primeiro lugar ele é mudo, em segundo ele é em preto e branco. Mas se você achou que isso faz dele um filme sério, está errado, pois o enredo traz uma comédia romântica nem um pouco complexa.

O ano: 1927. A cidade: Hollywood. Os eventos que vemos transparecer são fáceis de compreender. Os filmes começaram a ter voz mas George Valentin (Jean Dujardin), grande ator do cinema mudo, não consegue se adaptar a mudança. George tem a seu lado seu fiel mordomo e cachorro (por sinal, a maior estrela do filme). Enquanto isso, Peppy Miller (Bérénice Bejo), uma jovem estrela com quem George já havia contracenado faz um sucesso tremendo nos filmes falados. Será que Peppy é a única que poderá ajudar Valetin?

Hazanavicius chacoalha a indústria pois ousa fazer um filme pouco comercial, mudo, enquanto o resto do mundo se preocupa com efeitos especiais. Este aspecto faz com que o longa atinja um público bastante seleto. Mas enquanto isso, o enredo é um que pode ser encontrado em qualquer filme de hollywood. Redondo, sim, mas muito simples.

Em O Artista, Jean Dujardin agrada com sua atuação levemente caricata. Definitivamente é um ator para se começar a prestar atenção. Mas quem rouba a cena, obviamente, é o cachorro Uggie, com seus truques e carisma. Espere participações especiais de John Goodman, como o dono do estúdio Al Zimmer, e Malcolm McDowell, como um extra em busca de emprego.

Os interessados por cinema irão gostar do filme, pois ele traz algo de diferente ao meio. Mas se você não está acostumado à assistir filmes mudos se prepare pois ele pode ser cansativo. Falo isso por mim, que já na metade do longa sentia falta dos diálogos de sempre. Isso, é claro, não é culpa do longa e sim nossa. Talvez se a trilha fosse mais envolvente, Hazanavicius teria conseguido manter nossa atenção por mais tempo.

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