Cinema


por Juliana Maffia

Protagonizado por Justin Timberlake, Amanda Seyfried e Cilian Murphy, O Preço do Amanhã deixa muito a desejar. Sua ideia central é ótima, o mundo mudou. Agora tempo, literalmente, é dinheiro. Enquanto os pobres têm pouco tempo de vida, os ricos mal sabem o que fazer com todo o tempo que possuem. Mas em certo momento, a história perde completamente o foco, transformando O Preço do Amanhã em um blockbuster barato e maçante.

No filme, Timberlake é Will Salas, um jovem que trabalha duro para conseguir tempo de vida para ele e sua mãe (Olivia Wilde). No mundo de Will, as pessoas envelhecem até os 25 anos e depois disso precisam trabalhar em troca de tempo (horas, minutos e segundos), para assim poder continuar vivendo. Mas, com a ajuda de um desconhecido, Will descobre um mundo fora do gueto onde vive.

Do outro lado da cidade, em um outro “fuso horário” as pessoas vivem como reis. Não se preocupam com tempo, e o esbanjam em festas e jantares caros. É lá que Will conhece Sylvia Weis (Amanda Seyfried). Mas, uma vez neste local, Will é acusado de assassinato e é a partir dai que ele, juntamente com Sylvia, resolvem mudar o mundo onde vivem. Começa então uma fuga e uma redistribuição de renda à la Robin Hood.

Por que afirmei que o filme promete? Pois a ideia inicial do filme era, ou melhor, ainda é muito boa. Pegar a metafora de tempo é dinheiro e transformá-la em realidade poderia ter tornado esse filme fabuloso. Um ótimo longa de ficção científica. Mas O Preço do Amanhã não focou na sociedade distópica, e sim no relacionamento entre o garoto pobre e a menina rica e mimada. Criaram uma atmosfera misteriosa rodeando a história do pai de Will, mas isso depois foi deixado de lado. Pouco desenvolveu o personagem de Cilian Murphy, que fazia um “policial do tempo”. Enfim, como muitos outros filmes por ai, deixaram para lá o roteiro e filmaram correrias e tiroteios. Quando será que vão aprender?

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Por Juliana Maffia

A premiação mais importante do cinema aconteceu no último domingo, 26 de fevereiro. Famosa por suas estatuetas, seu tapete vermelho e por ser sediada no lindo teatro Kodak, este ano a festa teve como apresentador o comediante Billy Crystal. Claro que estou falando da 84ª edição do Oscar, evento que premiou os filmes que mais se destacaram no ano 2011.

Este ano o Oscar parecia ter poucos filmes concorrentes. Muitos deles estavam indicados em diversas categorias. Como A Invenção de Hugo Cabret, indicado à 11 estatuetas e ganhador de cinco prêmios técnicos. Concorria também O Artista, filme favorito para levar a estatueta de melhor filme. Ele não só levou o prêmio mais importante como ganhou as estatuetas de melhor diretor, ator, trilha sonora e figurino. Eu, particularmente, não achava que O Artista merecia um Oscar por melhor filme, mas a vitória de Jean Dujardin como melhor ator foi muito merecida. Se tem algo que se destaca em O Artista é Dujardin.

Para mim, o Oscar mais merecido deste ano foi o de roteiro original, entregue à Meia Noite em Paris. Woody Allen não compareceu, como sempre, mas o roteiro de nenhum outro filme se destacava tanto como o do diretor nova iorquino. A história de Meia Noite em Paris é realmente uma obra prima.

Este ano, o espetáculo foi bastante sem graça, sem suas apresentações musicais e com um Billy Crystal bastante desanimado. Ainda assim, muito melhor do que o apático James Franco, no ano anterior. Ficou faltando a presença dos Muppets no palco, algo que havia sido prometido. Mas em compensação, tivemos Uggie, o cachorro de O Artista.

Lista dos ganhadores:

FOTOGRAFIA
“A Invenção de Hugo Cabret”
“A Árvore da Vida” – “Cavalo de Guerra” – “Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres” – “O Artista”


DIREÇÃO DE ARTE
“A Invenção de Hugo Cabret”
“Meia-Noite em Paris” – “Cavalo de Guerra” – “Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2” – “O Artista”


FIGURINO
“O Artista”, de Mark Bridges
“A Invenção de Hugo Cabret”, de Sandy Powell – “Anônimo”, de Lisy Christl – “Jane Eyre”, de Michael O’Connor – “W.E.”, de Arianne Phillips


MAQUIAGEM
“Dama de Ferro”
“Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2” – “Albert Nobbs”

FILME ESTRANGEIRO

“A Separação” (Irã)
“Footnote” (Israel) – “Bullhead” (Bélgica) – “In Darkness” (Polônia) – “Monsieur Lazhar” (Canadá)

ATRIZ COADJUVANTE

Octavia Spencer em “Histórias Cruzadas”
Jessica Chastain em “Histórias Cruzadas” – Bérénice Bejo em “O Artista” – Melissa McCarthy em “Missão Madrinha de Casamento” – Janet McTeer em “Albert Nobbs”

MONTAGEM

“Os Homens que Não Amavam as Mulheres”
“A Invenção de Hugo Cabret” – “Os Descendentes” – “O Artista” – “O Homem que Mudou o Jogo”


EDIÇÃO DE SOM
“A Invenção de Hugo Cabret”
“Transformers: O Lado Oculto da Lua” – “Drive” – “Cavalo de Guerra” – “Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres”


MIXAGEM DE SOM
“A Invenção de Hugo Cabret”
“O Homem que Mudou o Jogo” – “Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres” – “Transformers: O Lado Oculto da Lua” – “Cavalo de Guerra”


DOCUMENTÁRIO
“Undefeated”
“If a Tree Falls: A Story of the Earth Liberation Front” – “Hell and Back Again” – “Paradise Lost 3: Purgatory” – “Pina”

ANIMAÇÃO

“Rango”, de Gore Verbinski
“Chico & Rita”, de Fernando Trueba e Javier Mariscal – “Um Gato em Paris”, de Alain Gagnol e Jean-Loup Felicioli – “Kung Fu Panda 2”, de Jennifer Yuh Nelson – “Gato de Botas”, de Chris Miller

EFEITOS VISUAIS

“A Invenção de Hugo Cabret”
“Gigantes de Aço” – “Planeta dos Macacos: a Origem – “Transformers: O Lado Oculto da Lua” – “Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2”


ATOR COADJUVANTE
Christopher Plummer, de “Toda Forma de Amor”
Max von Sydow, de “Tão Forte e Tão Perto” – Nick Nolte, de “Guerreiro” – Jonah Hill, de “O Homem que Mudou o Jogo” – Kenneth Branagh, de “Sete Dias com Marilyn”


TRILHA SONORA
“O Artista”, de Ludovic Bource
“A Invenção de Hugo Cabret”, de Howard Shore – “O Espião que Sabia Demais”, de Alberto Iglesias – “Cavalo de Guerra”, de John Williams – “As Aventuras de Tintim”, de John Williams

CANÇÃO ORIGINAL
“Man or Muppet”, do “Os Muppets”, música e letra de Bret McKenzie
“Real in Rio”, do filme “Rio”, música de Sergio Mendes e Carlinhos Brown, letra de Siedah Garrett


ROTEIRO ADAPTADO
“Os Descendentes”, de Alexander Payne, Nat Faxon e Jim Rash
“A Invenção de Hugo Cabret”, de John Logan – “Tudo Pelo Poder”, de George Clooney, Grant Heslov e Beau Willimon – “O Homem que Mudou o Jogo”, de Steven Zaillian, Aaron Sorkin e Stan Chervin – “O Espião que Sabia Demais”, de Bridget O’Connor e Peter Straughan


ROTEIRO ORIGINAL
“Meia-Noite em Paris”, de Woody Allen
“A Separação”, de Asghar Farhadi – “Margin Call – O Dia Antes do Fim”, de Written by J.C. Chandor – “Missão Madrinha de Casamento”, de Annie Mumolo e Kristen Wiig – “O Artista”, de Michel Hazanavicius


MELHOR CURTA
“The Shore”
“Time Freak” – “Pentecost” – “Tuba Atlantic” – “Raju”


DOCUMENTÁRIO EM CURTA-METRAGEM
“Saving Face”
“The Tsunami and the Cherry Blossom” – “The Barber of Birmingham: Foot Soldier of the Civil Rights Movement” – “God Is the Bigger Elvis” – “Incident in New Baghdad”


ANIMAÇÃO EM CURTA-METRAGEM
“The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore”
“La Luna” (da Disney) – “Dimanche/Sunday” – “A Morning Stroll” – “Wild Life”


DIRETOR
“O Artista”, de Michel Hazanavicius
“Os Descendentes”, de Alexander Payne – “A Invenção de Hugo Cabret”, de Martin Scorsese – “Meia-Noite em Paris”, de Woody Allen – “A Árvore da Vida”, de Terrence Malick


ATOR
Jean Dujardin, de “O Artista”
Gary Oldman, de “O Espião que Sabia de Mais” – Brad Pitt, de “O Homem que Mudou o Jogo” – Demián Bichir, de “A Better Life” – George Clooney, de “Os Descendentes”


ATRIZ
Meryl Streep, de “A Dama de Ferro”
Michelle William, de “Sete Dias com Marilyn” – Rooney Mara, de “Os Homens que Não Amavam as Mulheres” – Viola Davis, de “Histórias Cruzadas” – Glenn Close, de “Albert Nobbs”


FILME
“O Artista”
“Os Descendentes” – “Tão Forte e Tão Perto” – “Histórias Cruzadas” – “A Invenção de Hugo Cabret” – “Meia-Noite em Paris” – “O Homem que Mudou o Jogo” – “A Árvore da Vida” – “Cavalo de Guerra”

por Juliana Maffia

Norma Jeane Mortensen aka Marilyn Monroe

Na mesma época em que James Dean enlouquecia as meninas norte americanas, havia uma loira que fazia o mesmo pelos homens. Estou falando do eterno símbolo sexual americano, Marilyn Monroe. A atriz, que morreu cedo, aos 36 anos, será homenageada em mostra e exposição realizada pela Cinemateca, em São Paulo. A exposição reunirá 125 obras sobre a estrela, mas o foco deste post é chamar atenção à mostra, com início no dia 4 de março, ela acontecerá junta à exposição e traz diversos filmes com participação de Marilyn.

São eles as comédias O Pecado Mora a Lado e Quanto mais quente melhor, ambas dirigidas por Billy Wilder. Nos dois longas Marylin faz a loira supostamente ingenua, porém sexy. Nesta lista, encontra-se o famoso drama A Malvada protagonizado por Betty Davis e dirigido por Joseph L. Mankiewicz, no qual Marilyn faz apenas uma pequena ponta. Destacamos também o último longa finalizado pela atriz, antes de ela falecer de forma misteriosa, chamado Os Desajustados e co-protagonizado pelo igualmente famoso Clark Gable.

Serviço –  Exposição Quero Ser Marilyn Monroe!

Data: 4 de março a 1º de abril
Endereço: São Paulo, Cinemateca Brasileira (Largo Senador Raul Cardoso, 207, Vila Clementino)
Preço: Entrada Gratuita

por Juliana Maffia

Beware: muitos, MUITOS, spoilers.

Com o anuncio de que Star Wars seria relançado no cinema, transformado em 3D, muitos fãs reclamaram. Esta era mais uma óbvia manobra de George Lucas para ganhar ainda mais dinheiro. Porém, mesmo com prováveis más intenções, Lucas dá mais uma chance para seus fãs irem ao cinema assistir sua obra prima. Uma coisa eu posso afirmar, o filme fica melhor na segunda vez!

Como “primeiro” filme da série, A Ameaça Fantasma nos apresenta a República, contextualiza seus problemas e, acima de tudo, serve para nos apresentar os personagens chave desta nova trilogia de Star Wars. Claro que com alguns nomes recorrentes na franquia.

No filme, dois cavaleiros jedis precisam resolver uma situação delicada no planeta Naboo, que ameala ser tomado pela Federação Comercial. Qui Gon Gin e Obi Wan Kenobi, precisam salvar  a rainha Amídala e levá-la até o Senado, que poderá tomar alguma atitude quanto a situação. No caminho, encontram um jovem escravo cujos poderes chamam a atenção de Qui Gon Gin. Sim, é ele mesmo, Anakin Skywalker.  Uma vez no senado, Amidala decobre que pouco pode ser feito sobre a situação de seu planeta. A rainha resolve então voltar a Naboo e tomá-lo de volta sem a ajuda oficial do Senado.

Dos seis filmes arquitetados por George Lucas, Star Wars: A Ameaça Fantasma é o mais fraco deles. Comecemos por Jar Jar Binks, odiado por muitos, amado por poucos. Qual o problema de Jar Jar Binks? Simples, é como se um dos Trapalhões (com um sotaque bizarro) tivesse invadido o filme. Falando em personagens desnecessários, que tal lembrarmos dos comentaristas da corrida de Pods? Oh George, gostaria de saber o que passava pela sua cabeça…

Mas, o filme não é de todo mal, aliás ele é bastante divertido na maior parte do tempo. Primeiramente, é fantástico finalmente conhecermos Anakin e Obi Wan. Melhor ainda é o momento em que Yoda aparece, completamente diferente daquele “duende” maluco dos filmes antigos. As lutas são muito boas, afinal, diferente de Luke, estes Jedis eram muito bem treinados.

Se já assistiram o filme, meus argumentos não farão tanta diferença, ainda mais se você já é um amante da série. Quanto a qualidade do 3D posso dizer que não é nada estrondoso. As cenas ganham profundidade, mas nada salta aos olhos, o que para mim é uma ótima coisa. Nada de monstrinhos que saltam da tela. O filme continua sendo muito melhor do que outros longas do gênero.  Se você não pôde ver o filme no cinema da primeira vez corra, pois vale a pena.

Por fim, posso apenas dizer que é sempre um prazer poder assistir uma produção deste tamanho no cinema. Mesmo que A Ameaça Fantasma seja o filme mais fraco do universo de Star Wars, conseguimos compreender quão incrível é a trama criada por George Lucas. Thanks George, minha infância não teria sido a mesma sem você.

por Juliana Maffia

Essa sábado irei agraciá-los com a minha presença, mas melhor do que isso vou dar um dica de cinema 😉

Vamos falar sobre o Oscar, mais especificamente um de seus nominados, o filme O Artista, do diretor belga Michael Hazanavicius. Indicado em 10 categorias da premiação, incluindo Melhor FilmeMelhor Ator e Melhor Roteiro Original, o filme chama atenção por uma série de coisas incomuns. Em primeiro lugar ele é mudo, em segundo ele é em preto e branco. Mas se você achou que isso faz dele um filme sério, está errado, pois o enredo traz uma comédia romântica nem um pouco complexa.

O ano: 1927. A cidade: Hollywood. Os eventos que vemos transparecer são fáceis de compreender. Os filmes começaram a ter voz mas George Valentin (Jean Dujardin), grande ator do cinema mudo, não consegue se adaptar a mudança. George tem a seu lado seu fiel mordomo e cachorro (por sinal, a maior estrela do filme). Enquanto isso, Peppy Miller (Bérénice Bejo), uma jovem estrela com quem George já havia contracenado faz um sucesso tremendo nos filmes falados. Será que Peppy é a única que poderá ajudar Valetin?

Hazanavicius chacoalha a indústria pois ousa fazer um filme pouco comercial, mudo, enquanto o resto do mundo se preocupa com efeitos especiais. Este aspecto faz com que o longa atinja um público bastante seleto. Mas enquanto isso, o enredo é um que pode ser encontrado em qualquer filme de hollywood. Redondo, sim, mas muito simples.

Em O Artista, Jean Dujardin agrada com sua atuação levemente caricata. Definitivamente é um ator para se começar a prestar atenção. Mas quem rouba a cena, obviamente, é o cachorro Uggie, com seus truques e carisma. Espere participações especiais de John Goodman, como o dono do estúdio Al Zimmer, e Malcolm McDowell, como um extra em busca de emprego.

Os interessados por cinema irão gostar do filme, pois ele traz algo de diferente ao meio. Mas se você não está acostumado à assistir filmes mudos se prepare pois ele pode ser cansativo. Falo isso por mim, que já na metade do longa sentia falta dos diálogos de sempre. Isso, é claro, não é culpa do longa e sim nossa. Talvez se a trilha fosse mais envolvente, Hazanavicius teria conseguido manter nossa atenção por mais tempo.

Mais uma vez a Dayane ataca de crítica na nossa sessão Matraca Aberta 🙂

Por Dayane Andrade

Quem aí já assistiu alguma versão do clássico de William Shakespeare, Romeu e Julieta? As mulheres com certeza suspiraram pelo Leonardo Dicaprio. Pois bem, o filme “Era uma vez…” com a direção de Breno Oliveira, é inspirado na obra, mas só que ambientada no Rio de Janeiro.

A história de amor é entre Dé (Thiago Martins), jovem pobre nascido e criado na favela do Cantagalo e Nina (Vitória Frate), garota rica que mora em um prédio luxuoso na praia de Copacabana, em frente ao quiosque em que o Dé trabalha.

Ok, já viu tudo, não é? Menino pobre e menina rica é a receita perfeita para um amor impossível.  Mas aos poucos o que era impossível acontece, e um lindo amor adolescente nasce entre os dois.

Claro que há certa resistência por parte das duas famílias, mais pelo lado da Nina que é órfã de mãe e vive com pai. Mas, que por incrível que pareça, resolve dar uma chance ao pobre jovem e aceita o relacionamento dos dois.

Eba! Tudo lindo! Então, já está pensando que esta história tem um final feliz? Calma aí, não vai esquecer que o roteiro do filme é inspirado na clássica peça de William Shakespeare, Romeu e Julieta. Logo, de romance a história passa para um drama quando o irmão mais velho de Dé sai da cadeia e resolve acertar as contas com o dono do morro Cantagalo. E quem você acha que vai pagar a conta?

Se você apostou nos jovens apaixonados Dé e Nina, acertou. Eles ficam no meio disto tudo sofrendo as mais tristes conseqüências. Eu não vou contar como a história termina, mas se você conhece o clássico Romeu e Julieta, já deve imaginar.

Vale a pena assistir, pois é uma história que tem tudo para ser um conto de fadas, mas é a mais pura realidade.

Por Juliana Maffia

Uma história de espionagem completamente plausível. É assim que pode ser descrito o thriller O Espião que Sabia Demais, dirigido por Tomas Alfredson. O longa, que conta com uma lista de grandes nomes no elenco e três nomeações ao Oscar, tem pouco em comum com aquele filme do outro espião inglês.

George Smiley (Gary Oldman) é chamado de volta à ativa, após seu demitido da misteriosa agência inglesa MI6. O motivo de seu retorno é simples, seu antigo chefe, Control (John Hurt), acreditava que um de seus principais agentes estaria entregando informação à União Soviética. Mas Control foi demitido e morto antes de descobrir o real culpado. Agora, era tarefa de Smiley descobrir o verdadeiro agente-duplo.

O que há por trás do mundo da espionagem? Como funciona uma agência realmente? Como os agentes agem em missões? O Espião que Sabia Demais tenta mostrar um pouco desta realidade, completamente diferente do que estamos acostumados após os filmes como 007 e Missão Impossível. Agentes que estão lutando uma guerra, frios e calculistas, verdadeiramente ingleses.

O longa foi baseado no livro de mesmo nome escrito por John le Carré. Este, foi um antigo agente da MI6 que teve sua identidade revelada pela KGB, terminando com suas chances de permanecer espião. Sabendo disso podemos supor de que os espiões de le Carré têm uma profundidade diretamente ligada ao conhecimento do autor sobre o assunto.

É esta profundidade, ligada a grandes atuações de Gary Oldman, Colin Firth, Mark Strong e Benedict Cumberbatch que fazem de O Espião que Sabia Demais um filme merecedor de indicações ao Oscar de Trilha Sonora Original, Roteiro Adaptado e Melhor Ator (para Gary Oldman). Não posso dizer que ele irá ganhar, pois ainda não pude assistir os outros filmes indicados, mas ele certamente é um forte candidato.

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