Cultura Inútil


Por Marco Barone

Este assunto, vira e mexe, é retomado neste espaço. Faço isso porque sei das curiosidades das pessoas. A gente até come, mas sempre fica a dúvida de onde veio isso, como chegaram a descobrir que a gente podia comer isso. Uma coisa posso garantir: ou veio de observações ou sem querer.

O homem observava o que os animais faziam e copiava. De outra forma, descobria o que poderia servir de alimento e testava ou arriscava se valia a pena comer.

Vamos ao que interessa: cultura inútil (eu sempre afirmo, para mim, não é inútil, é cultura) sobre comidas. Desta vez, vamos falar do prato que o brasileri ais come: arroz e feijão.

– tipicamente brasileiro, o feijão com arroz representa deve sua origem às raças que formam o nosso País. Os negros já apreciavam o feijão indígena e passaram a plantá-lo e a comê-lo com farinha, base da alimentação brasileira até o século XVIII. Posteriormente foi complementado com arroz branco por influência portuguesa, principalmente com Dom João VI

– a mistura também tem as suas vantagens nutricionais: a proteína do feijão é rica em lisina, pouco presente no arroz, por sua vez, o feijão é deficiente em aminoácidos sulfurados, como a metionina e a cistina, os quais têm excelente fonte no arroz. Além disso, a mistura feijão com arroz é rica em carboidratos, o componente energético de nossa alimentação

– O arroz é o terceiro alimento mais cultivado do mundo, atrás apenas do trigo e do milho. Os cinco maiores produtores mundiais de arroz são, na ordem, China, Índia, Indonésia, Bangladesh e Vietnã

– Os maiores produtores mundiais de feijão são, pela ordem, Brasil, Índia, China, Myanmar e México

– O arroz é originário do Japão, onde é cultivado há milênios. Acredita-se que seu cultivo tenha mais de 7 mil anos. Existem mais de 140 mil variedades de arroz. O preferido dos brasileiros é o arroz do tipo agulhinha, que é muito solto. Os japoneses, por sua vez, preferem o gohan, um arroz mais pastoso e grudento

– Alguns pesquisadores dão como certo que o feijão tenha surgido no continente americano, onde é cultivado há mais de 7 mil anos. Outros, porém, garantem que apareceu no sudeste asiático e, de lá, se espalhado para o resto do mundo

– O arroz europeu foi introduzido no país no século XVI, nos primórdios do Brasil Colônia, vindo provavelmente de Cabo Verde

– O feijão mais popular do Brasil (e que mais acompanha o arroz nas refeições) é o carioquinha. O curioso é que ele está longe de ser o mais popular do Rio de Janeiro. Os cariocas gostam mesmo é de feijão preto. O feijão carioquinha recebeu esse nome por causa das listras, que lembram o calçadão de Ipanema

– Ainda hoje, em alguns lugares remotos da China, as pessoas mantém o hábito de oferecer tigelas de arroz cozido aos recém-falecidos para que eles possam se alimentar em sua viagem para o além.

– O tipo de feijão mais popular do Pará é o fradão (além do manteiguinha, é bom lembrar). No Ceará, o mais popular é o feijão-de-corda. Em Minas Gerais, é o Jalo. No Rio Grande do Sul, é o preto. Na Bahia, o fradinho. No Centro Oeste, o rosinha. Em Santa Catarina, o branco

– Muitos camponeses do Vietnã fazem questão de ser sepultados em seus arrozais. Ao contrário do que ocorre no Brasil, os enterros vietnamitas são festas com cantos, danças e distribuição de arroz

– O feijão fradinho é o principal ingrediente do baianíssimo acarajé. Os catarinenses (ou boa parte deles) costumam comer feijão branco com eisbein (joelho de porco cozido). Os nordestinos gostam de usar mulatinho com abóbora e/ou mandioca na receita da feijoada nordestina

– Ao contrário dos vietnamitas, os hani do sul do Japão preferem manter o silêncio nos arrozais. Eles acreditam que os espíritos se assustam facilmente com o barulho e fogem dos campos, tornando a terra infértil

– O gosto dos paraenses pelos feijões do tipo fradão é manteiguinha foi introduzido por funcionários da empresa norte-americana Ford que foram para o estado na época do ciclo da borracha.

– O hábito de jogar arroz nos noivos foi importado da China. Conta-se que um poderoso mandarim fez com que o casamento de sua filha se realizasse sob uma chuva de arroz, considerado simbolo de fartura pelos chineses. A tradição se arraigou e, com o tempo, acabou se espalhando pelo mundo

– A feijoada não foi criada pelos negros das senzalas, mas pelos portugueses. E o que é mais interessante: no início, ela não era feita com feijão preto (e continua não sendo em muitas regiões do país)

– Na Tailândia, a palavra refeição significa “comer arroz”. Aliás, o costume de comer arroz é tão arraigado entre os povos orientais que quando um vietnamita encontra um amigo com o filho pequeno e deseja saber como vai a criança, pergunta: “Quantas tigelas de arroz ele comeu hoje?”.

– Considerada por muitos uma especialidade mineira, a receita de feijão tropeiro foi criada pelos paulistas. Popular no Nordeste, o baião-de-dois tem como principal ingrediente o feijão do tipo fradinho

– Os árabes acreditam que o arroz surgiu de uma gota de suor do profeta Maomé

– Feijão-verde, feijão-de-corda e fradinho são praticamente o mesmo tipo de feijão. O nome varia de acordo com o “estágio” do feijão durante a colheita. O feijão-verde, por exemplo, é obtido quando ele ainda não atingiu o seu completo desenvolvimento. O fradinho é o feijão já totalmente desenvolvido

– Tal como outros povos do oriente, os japoneses comem arroz no café da manhã, no almoço e no jantar. Eles preparam até doces de arroz, o moti. O saquê, uma das bebidas preferidas dos japoneses, também é à base de arroz.

– Os japoneses fazem doces de uma variedade de feijão chamada azuki. Também no Japão, existe um refrigerante produzido a partír do feijão azuki?

– O chili, um dos mais conhecidos pratos da culinária mexicana é preparado a partír de feijão, carne moída e pimento – muita pimenta, por sinal

– O arroz integral contém maior quantidade de sais minerais, vitaminas e fibras (excelentes para o funcionamento do intestino)

Por Marco Barone

Meus caros, vamos iniciar uma nova pequena série de curiosidades. Assim, consigo colocar em capítulos alguns assuntos que sempre vão nos ajudar naquele momento de falta do que falar. O que sempre defendo é que não existem informações sem sentido. O que existe é falta de ocasião para certos assuntos sejam abordados. É nisso que se resume este nosso espaço semanal: dar bagagem a você, leitor, para que tenha o que falar em uma roda de amigos.

Esta nova série vai retratar cultura inútil (que, aliás, nunca, em hipótese alguma, acho de todo inútil) sobre comidas. O primeiro capítulo é sobre o macarrão. Um prato que é quase uma unanimidade, pois é difícil achar alguém que não goste de um bom prato de macarronada.

– Espaguete é o aportuguesamento da palavra italiana spaghetti, um diminutivo de spago – corda

– A palavra macarrão (macaronis) veio do verbo maccari, de um antigo dialeto da Sicília, e significa “achatar”. Detalhe: maccari vem do grego makar, que quer dizer “sagrado”

– A origem do espagueti é mais antiga do que se imagina. Ele teria surgido na China há cerca de quatro mil anos e chegado à Europa por meio dos árabes

– Levado pelos árabes, o espaguete apareceu pela primeira vez na Itália no século XIII

– Existem mais de 500 variedades de macarrão na Itália

– O macarrão, e seu formato mais conhecido, o espaguete, chegou ao Brasil somente no século XIX

– Uma pesquisa realizada no Japão no início do ano 2000 considerou o macarrão instantâneo (o famoso Miojo) o maior invento japonês do século XX. Lá, existem mais de mil tipos desse macarrão e até existe um museu dedicado ao Cup Noodles

– Por incrível que pareça, o maior consumidor mundial de macarrão instantâneo é a China, que consome 44,2 bilhões de porções por ano (acho que isso se deve à população). O segundo é a Indonésia. O Japão é somente o terceiro colocado. Aos brasileiros, cabe o 10º lugar

– O espaguete era tão popular na Europa do século XVIII que aristocratas ingleses chegavam a viajar até a Itália só para comer a massa, vendida em barracas no meio da rua

– A produção mundial de macarrão instantâneo é de 85,6 bilhões de porções por ano (dados de 2005)

– O macarrão fresco deve sempre ser mantido na geladeira

– A massa deve estar al dente – nem muito dura, nem muito mole. Se cozinhar demais, ela perde o sabor e fica gosmenta

– Existem vários tipos de macarrão: os de formato longo (espaguete, talharim, ninho, canudo e linguine), os retorcidos ou furados (parafuso), os grossos (penne) e os chatos (massa para lasanha).

– Por que se deve cozinhar o macarrão em água que já está fervendo? Por dois motivos: para impedir que as substâncias da massa (sais minerais, por exemplo) se dissolvam e para não deixar que ela grude (o que é feito com a ajuda do óleo)

– O macarrão instantâneo cozinha mais rápido, porque ele já é pré-cozido durante a fabricação

– O macarrão instantâneo é mais rico em caloria. Enquanto 90 gramas de macarrão leva 315 calorias, o instantâneo leva 420

Agora, sabendo tudo isso você pode saciar duas fomes: a de saber e a de comer macarrão. Bom apetite e até a próxima semana.

Por Marco Barone

Como havia falado, este é o último texto da trilogia sobre as empresas. Depois de falar sobre a origem dos nomes de diversas companhias nacionais e internacionais, vamos a um pouco mais de cultura inútil sobre o mundo empresarial. Você já parou para pensar sobre o que significa a marca daquele determinado grupo? Afinal, por que a Coca-Cola tem aquelas ondinhas? Por que a Nike é um visto? Vamos matar a curiosidade de todos

O bom é que este assunto não se esgota. Mais para frente podemos retomar o assunto, pois ainda há muito a ser explicado, como, por exemplo, a origem dos produtos que mais conhecemos hoje e não somente de seus nomes.

  Editora Abril – abril é o mês da primavera na Itália, país de origem do fundador, daí o nome e o símbolo de árvore
  Credicard – no meio se vê um cartão, circulado por duas elipses. A ideia é que o cartão de crédito expande os horizontes
  LG – além das letras do nome da empresa, se vê também um rosto sorridente. A ideia é mostrar que o homem e a tecnologia podem se conectar
  Hyundai – o “H” do nome também simboliza duas pessoas dando um aperto de mãos
  Terra – mais um simbolismo com elipses. Nesse caso, elas formam uma janela que transporta o internauta para o mundo
  Carrefour – essa eu já mencionei. O símbolo representa o “C” do nome da empresa e as cores são da bandeira da França, país de origem da rede
  Hering – os dois peixes são “arenques’ que, em alemão significam Hering, o sobrenome dos fundadores
  Nestlé – Essa eu também já falei, Nestlé significa “ninhozinho” em francês. Sobrenome dos fundadores, que eram suíços
  Apple – além de ser a fruta favorita de Steve Jobs (também já falei), ela faz uma referência a Isaac Newton, físico que desenvolveu a Lei da Gravidade, e a mordida é o senso de descoberta
  Yamaha – são três diapasões – usados para afinação de instrumentos musicais – e remetem à origem da empresa, que produzia…instrumentos musicais
  Chevrolet – Diz a lenda que o logotipo em forma de gravata borboleta foi baseado na ilustração do papel de parede de um hotel em Paris onde um dos fundadores da marca, William Durant, teria se hospedado, em 1908
  Ford – O círculo oval guarda a assinatura que seu fundador, Henri Ford, usava. Ele assinava dessa forma
  Mercedes-Benz – A estrela de três pontas representa a fabricação de motores para uso na terra, água e mar. Surgiu depois que Gottlieb Daimler enviou cartão postal para sua mulher, dizendo que a estrela impressa no cartão iria brilhar sobre sua obra
  Itaú – significa pedra preta/escura. Quando a logomarca foi criada, em 1973, ela era preta com a tipografia em branco. A imagem ao fundo é uma pedra, e nela está gravado o nome. É uma gravura em pedra para ser eternizada
  Rede Globo – O projeto é de autoria do designer austríaco Hans Donner, criador de diversos logotipos da emissora desde 1973. Segundo ele, a esfera representa o mundo, e o retângulo, uma tela de televisão que exibe o próprio mundo
  Coca-Cola – alguns contam que o logo surgiu de um engano. Ao explicar para um escritório de patentes, os profissionais não entenderam a pronuncia do xarope criado pelo farmacêutico John Pemberton. O que, na pesquisa deles, mais se aproximou era a palavra “cocoa” (cacau). Daí as ondulações que lembram as folhas e galhos da árvore de cacau. Mas a origem é simples: o nome foi escrito com a própria caligrafia de Frank Robinson, contador e sócio de Pemberton, que criou o nome da empresa
  Nike – a curva representa uma asa da deusa da vitória na mitologia grega, Nike – daí o nome da marca. Para ver que eu não me enganei quando disse que lembrava um visto, o símbolo intencionalmente lembra o sinal de “ok”, “checado”
  Mont Blanc – Mont Blanc é o nome da mais alta montanha da Europa. A estrela branca, gravada nas tampas das cantes, simboliza o pico nevado da montanha. Outra curiosidade: o número marcado nos produtos, 4.810, corresponde à altura da montanha
  Amazon – como já disse, o nome da empresa foi escolhido pelo seu fundador para ter as letras “a” e “z” e nome se refere a maior rio do mundo em volume de água, o Amazonas. O arco ligando o A ao Z simboliza que a Amazon vende tudo “que seja banhado pelo sol”.  Dá forma também a um sorriso, para simbolizar que a empresa é amigável e próxima de seus consumidores
  FedEx – olhando-se para o logo se nota a flecha apontando para a direita entre o ‘E’ e o ‘X’, representando precisão e velocidade, os dois principais valores da FedEx
  Unilever – cada ícone no logo representa um aspecto do negócio da Unilever. Por exemplo, a camiseta abaixo do coração simboliza “roupas” e representa a roupa limpinha recém-saída da lavanderia
  Lacoste – a marca foi fundada pelo tenista René Lacoste juntamente com André Gillier em 1933. O tenista tinha sido apelidado de “Le Crocodile” pela imprensa americana durante a Davis Cup em 1927, por causa de uma aposta que valia uma pasta de pele de crocodilo. O animal acabou virando o símbolo da marca

Por Marco Barone

Na pesquisa que fiz em sites de curiosidades e de empresas descobri mais informações que imaginei sobre a origem de nomes de empresas. São mais nomes e, além disso, como se originaram os logos de algumas das companhias mais conhecidas do planeta. Este post será a segunda parte, mas na próxima semana retomarei o tema, mas com a abordagem nos logos das empresas. Hoje darei mais ênfase às empresas nacionais, mas também colocarei a origem de organizações internacionais que estão no nosso dia-a-dia.

Unimed – Sigla que significa “União de Médicos”

Pão de Açúcar – em 1948, Valentim dos Santos Diniz, imigrante português, decide inaugurar a Doceira Pão de Açúcar. O nome era uma homenagem ao País que o acolhera e vem de um dos pontos turísticos mais importantes do Brasil, a primeira paisagem admirada por ele em sua chegada de navio ao Brasilo

Alpargatas – fundada em 1907, com o nome original de Fábrica Brasileira de Alpargatas e Calçados. Tem esse nome em razão de seu primeiro produto: a alpargata ou alpercata (com origem entre os trabalhadores das docas, na França – espadrille – e na Espanha – alpargata). Um tipo de calçado feito de lona. Lona que também era usada na produção cafeeira

Itapemirim – a viação leva esse nome em razão da cidade em que foi fundada, e, 1953: Cachoeiro de Itapemirim, no Espírito Santo

TAM – outra empresa que tem o nome de origem em razão da cidade em que foi fundada. TAM significa Táxi Aéreo Marília e surgiu em 1961 a partir da união de dez jovens pilotos de monomotores. Hoje o nome significa Transportes Aéreos Meridionais e é a maior companhia aérea do Brasil

Bradesco – o nome é uma sigla para Banco Brasileiro de Descontos S.A., , que passou a ser a razão social. Fundado em 1943 na cidade de Marília, interior de São Paulo, por Amador Aguiar e mais dois amigos. Seu nome originário era Casa Bancária Almeida

Casas Bahia – fundada em 1957 por Samuel Klein, em São Caetano do Sul, a loja levou o nome de “Casa Bahia” em homenagem aos imigrantes nordestinos que haviam se mudado para a região em busca de trabalho na indústria automobilística

Sadia – Fundada por Attilio Fontana em 1944, a partir da aquisição de um frigorífico em dificuldades, a S. A. Indústria e Comércio Concórdia é batizada por seu fundador, pouco tempo depois, como Sadia. O nome foi composto a partir das iniciais SA de “Sociedade Anônima” e das três últimas letras da palavra “Concórdia”, DIA, e virou marca registrada em 1947

Braskem – As duas sílabas da palavra trazem a origem do capital: Bras, de Brasil, e o setor de atuação, kem, lembrando chemicals

Vale – antigamente Companhia Vale do Rio Doce é uma empresa privada de capital aberto brasileira, uma das maiores mineradoras do mundo. Criada em 1942 pelo governo de Getúlio Vargas, a empresa se destinava à extração e exploração do mineiro de ferra na região do Rio Doce, que fica entre os estados de Espírito Santo e Minas Gerais

3M – seus três M querem dizer: Minnesota, Mining and Manufacturing Company

7-Eleven – quer dizer o horário de funcionamento das lojas que originalmente era de 7 da manhã às 11 da noite. Hoje a rede funciona 24 horas

AlfaRomeo – o fabricante italiano de carros se chamava originalmente ALFA, que era uma sigla para “Anonima Lombarda Fabbrica Automobili”. Quando Nicola Romeo comprou a ALFA em 1915, seu sobrenome foi adicionado ao nome da empresa

Gaterade – a bebida criada por um grupo de cientistas da Universidade da Flórida para melhorar o rendimento dos atletas, foi testada em dez jogadores da equipe de futebol americano da universidade. Foi batizada em homenagem ao time de futebol americano GATORS (como era chamado o time da Universidade da Flórida) e por misturar limonada (lemonade) a bebida para melhorar o sabor

Fnac – é a sigla francesa de “Fédération Nationale d’Achats des Cadres” (Federação Nacional de Compras de Profissionais)

McDonald’s – sobrenome dos irmãos Dick E Mac McDonald, que fundaram o primeiro restaurante em 1940 na cidade de San Bernardino, Califórnia

Basf – significa “Badische Anilin und Soda Fabriken”. Anilina e soda foram os primeiros produtos produzidos pela empresa fundada no estado alemão de Baden (Badische, em alemão)

Bic – muito conhecida por sua caneta esferográfica, sua origem provem do nome de um de seus fundadores, Marcel Bich. A letra “H” foi retirada para evitar a pronuncia errada em inglês

Danone – fundada em 1919 por Isaac Carasso em Barcelona (Espanha), como uma pequena fábrica de produção de iogurte. A fábrica tem o nome de “Danone”, que em catalão significa o diminutivo do nome de seu primeiro filho, Daniel.

Amazon.com – Considerada maior livraria virtual do mundo, se chamava originalmente “Cadabra.com”. Jeff Bezos, seu fundador, resolveu rebatizá-la com o nome Amazon por dois motivos, um filosófico e outro comercial: Bezos previa que o volume de vendas da Amazon.com seria gigantesco, assim como é o volume de água do rio Amazonas. O motivo comercial é que Amazon é uma palavra que começa pela letra “A”, e, portanto, apareceria no começo das listas do Yahoo, que na época era o site mais popular de buscas da internet

Mercedes-Benz – A Mercedes-Benz uma marca alemã de automóveis pertencente ao grupo Daimler AG criada em 1924 resultado de uma fusão entre a Benz & Cia. e a Daimler. É a mais antiga empresa de automóveis e veículos comerciais da Alemanha e do mundo. O noe O nome do automóvel viria a ser o nome da filha de Emil Jellinek: Mercédès Jellinek. Jellinek prometeu comprar 36 automóveis da DMG se Gottlieb Daimler (um dos fundadores, que, junto com Wilhelm Maybach  e Karl Benz, inventou independentemente o primeiro automóvel internamente movido por um motor de combustão) nomeasse o próximo motor como “Mercedes 35hp” e se Daimler o tornasse o agente oficial para vendas dos automóveis na França, Áustria-Hungria, Bélgica e Estados Unidos da América. Sendo assim, Jellinek comprou os 36 carros e gastou 500 mil marcos

Adams – leva o nome de seu fundador Thomas Adams Junior, que foi o responsável por introduzir no mundo o costume de se mascar uma resina criada pelos maias, chamada Tchiclé (que significa Tchi=boca e Clé=movimento)

Avon – o nome Avon surgiu em 1939, inspirado pelo dramaturgo britânico William Shakespeare, que nasceu na cidade de Stratford-upon-Avon, que é cortada pelo rio Avon. Essa origem se deve às origens profissionais de seu fundador, David McConnell, que vendia livros de porta em porta. Para que as pessoas aceitassem ao menos ouvir suas apresentações, ele teve uma ideia brilhante que mudaria sua vida. Ele começou a oferecer um frasco de perfume como brinde para seus clientes que aceitassem ouvir sua apresentação. Acabou mudando de ramo

BMW – Abreviação de Bayerische Motoren Werke), em português “Fábrica de Motores da Baviera”

Volkswagen – pronuncia-se “folks váguem” e siginifica “carro do povo”. A origem da empresa remonta à década de 1930, na Alemanha nazista, e ao projeto de construção do automóvel que ficaria conhecido no Brasil como “Fusca”, em Portugal como “Carocha”, na Alemanha como “Käfer” e nos Estados Unidos e Reino Unido da Grã-Bretanha, como “Beetle”. O termo “Volkswagen” foi cunhado por volta de 1924 pelo engenheiro alemão-judeu Josef Ganz, que lutava para modernizar a indústria automobilística alemã

Fiat – significa Fabbrica Italiana Automobili Torino (FIAT) ou Fábrica Italiana Automobilística de Turim, em português. Mas também pode significar “faça-se” em latim

Citizen – a história da marca começou em 1924 quando a Shokosha Watch Research Institute, empresa fundada em 1918 na cidade de Tóquio, produziu o primeiro relógio de bolso. Pouco depois, o prefeito da cidade de Tóquio, o senhor Shimpei Goto, nomeou o relógio de CITIZEN, com a esperança de que o produto, um item de luxo naquela época, se tornasse acessível a qualquer cidadão (em inglês “Citizen”) e pudesse ser vendido no mundo inteiro

Em minhas pesquisas encontrei uma infinidade de nomes que mereceriam aparecer nesse espaço, mas não quero que a lista fique algo sem fim. O que posso fazer é responder as dúvidas que forem aparecendo ou mesmo retomar o tema mais para frente. Fiquem a vontade para sugerir. No próximo post falarei sobre os logos. Até lá!

Por Marco Barone

Neste espaço já falei da origem de muitas coisas: costumes, comidas, manias, superstições, festas e logradouros. Nos próximos posts vou falar da origem de nomes de alguns lugares, pessoas etc. Neste primeiro abordarei a origem do nome algumas empresas nacionais e internacionais conhecidas.

Tenho certeza que muitos já pararam para imaginar como os empreendedores tiraram a ideia para criar os nomes de suas empresas. Muitos usaram o próprio nome, de um parente, de um lugar, usando ou não a criatividade. Não sei se os nomes foram responsáveis pelo sucesso ou fracasso de um negócio, mas com certeza muitos ficaram em nossa memória e nos acompanham ainda hoje onde quer que olhemos.

É interessante observar que, depois de uma marca se torna conhecida, é difícil acreditar em como alguns nomes podem surgir das mais diferentes maneiras. Vamos lá:

Adobe – o nome veio do rio Adobe Creek que corria atrás da casa do fundador da empresa, John Warnock

Apple Computers – a fruta favorita do fundador Steve Jobs. O curioso é que o nome era para ser somente uma referência, pois ele começou a chamar assim e disse aos seus colegas que se não sugerissem um nome melhor em 5 horas, já estaria decidido

Microsoft – Bill Gates deu esse nome para representar a companhia que foi criada para dedicar-se à MICROcomputer SOFTware (software para microcomputador). Micro-soft originalmente batizado, o hífen foi retirado mais tarde

Nokia – A companhia, fundada em 1965 por Frederik Idestam, recebeu esse nome para que a pequena cidade finlandesa Nokia saísse do anonimato e ficasse mundialmente famosa

Toshiba – a empresa leva o início dos nomes de seus fundadores Tokyo Denki e Shibaura Seisakusho

Facebook – que assistiu ao filme “A rede” sabe dessa. Facebook é uma abreviação do nome original do serviço, primeiramente conhecido como “TheFacebook”. Os “facebooks” são muito comuns nos Estados Unidos e reúnem imagens dos alunos de escolas, universidades, cursos e fraternidadesem geral. Essa “tradição” foi a inspiração de Mark Zuckerberg na hora de dar um nome para a sua rede social

Hewlett-Packard – esse também vem dos nomes de seus fundadores, Bill Hewlett e Dave Packard. A curiosidade fica por conta da maneira que eles encontraram para definir qual nome deveria vir primeiro: jogar cara ou coroa

Nintendo – a palavra vem de uma transformação da original japonesa “Nintendou”, sendo que “nin” significa pessoa, “ten” equivale a céu e “dou” quer dizer terra. Algumas pessoas afirmam que se trata de uma adaptação de um ditado japonês, algo como “Deixar a sorte nas mãos de Deus” ou, ainda, “Confiada aos céus”

Sanyo – o nome significa “três oceanos”em japonês. O fundador da empresa queira vender seus produtos pelo Índico, Atlântico e Pacífico e, assim, alcançar o mundo todo

Puma – Rudolf Dassler pensou em batizar a empresa como “Ruda” (as primeiras letras de seu nome e sobrenome), mas achou que não soava bem e tocou para “Puma”

Nestlé – é o sobrenome de seu fundador, Henri Nestlé, que nasceu na Alemanha. Em alemão, “nestlé” significa o diminutivo de “ninho de pássaros”. Isso explica um antigo logo da empresa

Carrefour – em francês, significa “cruzamento”. O nome foi escolhido porque a primeira loja ficava em um cruzamento na cidade de Annecy. Um ponto que gera dúvida: você consegue ver o “c” no logo da empresa?

Adidas – o nome vem da junção do apelido e do sobrenome de seu fundador: Adolf “Adi” Dassler

Nike – a empresa tirou seu nome da deusa grega da vitória, Nice. O chamado Swoosh, logotipo da marca, é um desenho gráfico criado por Carolyn Davidson em 1971 e vendido por apenas U$35 à empresa

Coca-cola – inspirado nas folhas de coca e nas nozes de cola usadas para dar sabor à bebida. Mais tarde, o fundador da Cola-Cola, John S. Pemberton, teria mudado o “k” original (da palavra “Kola”, em inglês) para um “c” para que soasse melhor

Pepsi – vem da palavra “pepsina”. Enzima digestiva que é produzida pelas paredes do estômago, sendo secretada pelo suco gástrico, e tem como função desdobrar as proteínas em péptidos mais simples (isso explica porque a Coca vende mais)

LG – O nome surgiu a partir da fusão de duas marcas populares na Coréia: Lucky e Goldstar

Skype – O nome original do projeto era Sky Peer-To-Peer, que foi alterado para simplificar

Kodak – Para o fundador da empresa, George Eastman, que adorava a letra K,  esta palavra era perfeita porque podia ser pronunciada perfeitamente em qualquer idioma, e não havia na época qualquer nome parecido ou similar registrado. Existe uma lenda de que este nome foi utilizado porque o som de sua pronuncia se assemelhava ao som do disparador da máquina fotográfica

Häagen-Dazs – na verdade, não tem qualquer significado. O nome foi criado simplesmente como uma composição de duas palavras para parecerem escandinavas aos olhos americanos (de fato, os dígrafos “äa” e os “zs” são impossíveis em todas as línguas escandinavas). Nenhuma das duas palavras existe nos idiomas escandinavos

Sony – vem da palavra latina “sonus”, que significa som, e “sony” uma gíria usada por americanos para se referirem a uma criança brilhante, algo como “filhinho”

Mitsubishi – o nome tem duas partes: “mitsu” significa “três” e “bishi” significa “água caltrop” (também chamados de “água castanha”), e, consequentemente, “rhombus”, o que se reflete no logótipo da empresa. Também é traduzido como “três diamantes”

Xerox – a palavra grega “xer” significa seco. O inventor, Chestor Carlson, denominou o seu produto Xerox por ser uma cópia seca, diferentemente do concorrente que fazia, até então cópia molhada

Volto ao tema no próximo post, pois na minha pesquisa encontrei tantos nomes que não caberiam em um texto somente. Aliás, se tiverem dúvidas quanto a nomes de empresas, sugiram nos comentários.

Por Marco Barone

Tudo bem que o ano acabou ontem, mas como estou meio atrasado com as datas, vamos a algumas informações úteis sobre a última comemoração do ano. Seja em fatos histórias, lendas, mandingas, costumes, essa data mexe com o imaginário de todos. Vamos, aqui, colocar alguns fatos históricos, algumas curiosidades e umas poucas mania que você ainda poderá colocar em prática nos primeiros dias de 2012 e para o final dele…

A primeira comemoração de Ano Novo ocorreu na Mesopotâmia por volta de 2000 a. C. Quer dizer que o réveillon é mais antigo do que o nosso calendário. Os romanos foram os primeiros a estabelecerem um dia específico no calendário para as festividades de Ano Novo. O ano começava em 1º de março, mas foi trocado em 153 a. C. para 1º de janeiro – o que foi mantido no calendário juliano e, posteriormente, no gregoriano.

Alguns costumes dos povos do mundo podem parecer estranhos para a maioria de nós, mas têm lá suas razões. Por exemplo, os dinamarqueses, para brindar o novo ano, sobem em cadeiras e pulam. Na Escócia, homens e mulheres comemoram a passagem de ano com beijos… na boca. Os austríacos jogam chumbo derretido na água quando o relógio marca meia-noite e guardam as figuras como um amuleto.

Os hondurenhos jogam três laranjas – uma sem casca, uma com parte da casca removida e outra com toda a casca – debaixo da cama sem olhar. Depois, pegam a laranja que estiver ao alcance da mão. Se pegar a laranja com casca, acreditam que terá sorte no ano que se inicia; se pegar a laranja com parte da casca, a crença é de que terá um ano regular; se pegar a descasca, o ano será ruim. Os portugueses saem às janelas batendo panelas. Na Espanha, as pessoas comem doze uvas, uma para cada badalada do relógio. Na França, as pessoas costumam preparar ostras e diversos outros frutos do mar para a ceia de Ano Novo. Na Escócia, a tradição manda a pessoa seja a primeira a pisar a propriedade do vizinho, conhecida como first-footing (primeira pisada).

O último lugar do mundo a comemorar a chegada do novo ano é Samoa, no Oceano Pacífico e o primeiro é a Ilha Pitt, na costa Oriental da Nova Zelândia. Para quem gosta da data, existe um lugar onde o Ano Novo é comemorado todos os dias. Esse lugar chama-se Pleasure Island e é um dos parques do complexo Disney em Orlando, Flórida, Estados Unidos. A cada 24 horas, os turistas saem às ruas para festejar mais um réveillon.

Quando o assunto é lugar para celebrar a passagem, há também alguns pontos preferidos em cada país. Os ingleses de Londres costumam celebrar a chegada do novo ano em Trafalgar Square; em Sidney, na Austrália, na famosa Ponte de Sidney; em Paris, França, os festejos são na Champs-Elysée; em Moscou, na Rússia, a festa acontece na antiga Praça Vermelha; em Nova York, EUA, na Times Square; em Roma, Itália, na Piazza Navona ou na Fontana di Trevi;  em Berlim, Alemanha, no Portão de Bradenburgo; Já por aqui, Em São Paulo, na Avenida Paulista, e no Rio de Janeiro, na Praia de Copacabana.

As promessas feitas na passagem de ano, tão comuns e tão descumpridas, não são uma tradição recente. Os babilônios já as faziam há 4 mil anos. Mas em vez de resolverem levar uma dieta a sério ou parar de fumar, eles juravam de pés juntos que, tão logo acabassem as festas, devolveriam equipamentos de agricultura que haviam sido emprestados por amigos.

Se você é supersticioso, aí vão algumas coisas que as pessoas costumam fazer na virada de ano: usar meias brancas novas por três dias, usar roupas brancas na passagem de ano, comer lentilhas na ceia, mastigar romãs, deixar um copo com água na cabeceira da cama antes de ir dormir e pular ondas.

O hábito de pular sete ondas na passagem de ano veio do candomblé. Para os adeptos do candomblé, o sete é um número mágico e a maré simboliza o contato com a divindade mãe de todos os orixás. O costume de vestir branco também veio do candomblé. O branco é a cor da roupa de Oxalá, divindade equivalente a Jesus Cristo no catolicismo.

Comer lentilhas atrai riquezas. Segundo a tradição, o hábito vem dos templos bíblicos quando Jacó serviu lentilhas a seu irmão Esaú. Na ocasião, Jacó propôs trocar um prato de lentilhas pelo direito de ser o primogênito de Izaque e Esaú aceitou sem pestanejar.

Por fim, a tradição de usar um bebê como símbolo do ano que se inicia foi adotada pelos gregos em 600 a.C. Eles desfilavam com um bebê dentro de um cesto para homenagear Dionísio e representar o renascimento anual do deus do vinho.

“Adeus, Ano Velho”, a música mais cantada no réveillon brasileiro foi feita em 1951 por David Nasser e Francisco Alves.

Em alguns lugares, o Ano Novo acontece em datas diferentes. Como usam calendários diferentes chineses, judeus e muçulmanos celebram o Ano Novo em datas diferentes. Os vietnamitas comemoram o Ano Novo, que eles chamam de Tet, no dia 10 de fevereiro. Na Tailândia, o Ano Novo começa na metade de abril. Na China, a festa da passagem do ano começa em fins de janeiro ou princípio de fevereiro. No Japão, é comemorado do dia 1º de janeiro ao dia 3 de janeiro. Para os muçulmanos, que têm calendário próprio, que se chama “Hégira”, que começou no ano 632 d.C. do nosso calendário, a passagem do Ano Novo acontece em 6 de junho, foi quando o mensageiro Mohammad fez a sua peregrinação de despedida a Meca. O Ano Novo judaico, chamado “Rosh Hashanah”, é uma festa móvel no mês de setembro.

E, como não poderia ser diferente, feliz 2012 e nos vemos por aqui…

A nossa querida amiga Cláudia passou por aqui novamente. Confiram o novo texto do Matraca Aberta.

Por Cláudia Brandão

Há algumas semanas o Brasil está triste, faleceu o ator e diretor Sérgio Brito.

Da minha parte confesso que não foi um ator que me marcou muito, mas a morte dele me fez pensar em alguns atores maravilhosos que a dramaturgira brasileira já perdeu. Quantos foram, eu não sei. Mas há sorrisos, rostos, atuações que fazem falta na minha TV.

Raul Cortez. É o primeiro nome que me vem à cabeça quando penso em um ator que faz falta. Ele foi vilão, pai, avô, romântico e marido durante décadas e marcou, sem dúvida, os telespectadores. De todos os seus personagens vou destacar três. Virgilio Assunção, o vilão de Mulheres de Areia, Genaro em Esperança, na qual ele brilhantemente representou um italiano e o seu último papel da televisão, o Barão de Bonsucesso na telenovela Senhora do Destino. Nesse folhetim a sua atuação ficou a meio, pois foi nesse ano que o ator sucumbiu ao câncer.

Fernando Torres. Talvez alguns não saibam quem é, mas se eu disser que era marido da Fernanda Montenegro, tenho a certeza de que muitos juntarão o nome à pessoa. Não acompanhei muito o trabalho dele, mas sei da extrema importância que teve na cultura brasilera. Último trabalho dele? Aléssio, marido de Lilia Cabral em Laços de família.

Em Portugal perdemos o querido Armand Cortez há muitos anos, e um dos seus personagens que mais me marcou foi na telenovela Na Paz dos Anjos.

Apesar de serem histórias com um final assim, triste, é um momento esperado. Há exemplos de atores que perderam a vida ainda muito jovens, com caminho promissor e a sensação de um sucesso nunca almejado.

Quem não se lembra de Daniela Perez? Mais do que atriz era ela bailarina. Mais do que um corpo que encantava ao som de todos os ritmos, ela era filha, mulher e irmã. A história todos sabem e o final trágico veio em um momento da carreira dela que despontava para o estrelato. Assassinada, realidade e ficção se misturam na cabeça de uma pessoa que hoje em dia é dada como “normal”…

Em terra lusas as adolescentes de plantão perderam na estrada dois jovens atores. Francisco Adam, o Dino de Morangos com Açucar e Angélico Vieira, cantor, ator e apresentador. Se eles eram ou não bons atores, não está em discussão, mas tenho a certeza de que de a TV portruguesa perdeu muitas telespectadoras depois desses desapareciementos sem aviso prévio.

         O ideal seria poder fazer como nas novelas, quando um personagem morre e é amado pelo público, o autor dá sempre um jeitinho, o jeitinho brasileiro, de ensaiar uma volta, um retorno, seja em sonhos ou em fantasias…

Sobre a morte de sérgio Brito, ouvi: “perdemos o homem, mas vamos continuar com o artista, porque o artista é eterno”… e é por isso que digo (e Shaskepeare também): a vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos.

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