Teatro


Por Renniê Paro

Pessoal, o post de hoje é quase um desabafo (rs).

Olhem a situação. Eu tenho uma amadíssima afilhada de apenas quatro aninhos de idade. Ela é um amor e sempre procuro levá-la para passear e conhecer coisas e lugares novos e divertidos em São Paulo. Como escrevo, e amo, teatro pensei em apresentá-la a essa arte para que tome gosto desde pequena.

Procurei peças infantis e vi que em março estreia a peça de um dos personagens infantis mais famosos de todos os tempos, Bob Esponja. O espetáculo Bob Esponja: A Esponja que podia voar, é um musical baseado no episódio O Episódio Perdido / A Esponja que Podia Voar e apresenta um cenário mágico que transporta o público ao mundo subaquático do Bob Esponja, a adorável esponja marinha, seu melhor amigo, a estrela-do-mar (Patrick), e todos os outros que vivem na Fenda do Biquíni em um emocionante espetáculo ao vivo.

Até ai tudo lindo. Mas, quando entrei no site para comprar os ingressos me deparei com preços exorbitantes para uma peça infantil. A entrada inteira está na faixa de R$ 180,00. Daí, passo a entender o porquê das pessoas não frequentarem o teatro. Se os pais tivessem condições de levar seus filhos para assistir as mais diversas peças, talvez fosse possível criar uma nova cultura no Brasil, e tornar o teatro um dos entretenimentos mais requisitados.

Entendo perfeitamente que a produção não é algo barato, mas poxa, é um show voltado à crianças, os preços deveriam ser mais acessíveis.

O que conforta é saber que existem em São Paulo inúmeras oportunidades para levar os pequeninos ao teatro e por preços ótimos, quando não por preço nenhum!

O que nos resta é pesquisar e pesquisar cada vez mais.

Gostaria muito de levar minha afilhada para ver Bob Esponja, mas achei um desaforo pagar valores como este.

Fica o alerta para as produtoras de espetáculos infantis, deem uma aliviada nos preços para que todas as crianças possam frequentar os teatros e peças na cidade de São Paulo.

Por Renniê Paro

Aposto como muitos de vocês já pensaram, pelo menos cogitaram a possibilidade de se tornarem atores/atrizes. Para quem não leva muito jeito para encarar o público e subir no palco, trabalhar nos bastidores pode ser uma opção bem interessante também, além de uma das melhores formas de aprender como funciona um teatro.

O Tuca, um dos teatros mais conceituados de São Paulo, acaba de abrir novas turmas para os cursos de Iniciação Teatral, Leitura Dramática, Desenho de Figurinos Teatrais e Moda, Criação e Montagem de Espetáculo Teatral e Teatro para Facilitar a Comunicação. 

Com início em março, os alunos do curso de Iniciação Teatral aprenderão técnicas preparatórias para as artes cênicas. No curso de Leitura Dramática o aluno irá exercitar a prática da leitura, desenvolvendo a capacidade de leitura unida à interpretação do texto. Além disso, também serão realizadas leituras abertas ao público que visam investigar o campo da experiência estética.

O foco central do curso de Desenho de Figurinos Teatrais e Moda está na pesquisa e na compreensão técnica dos recursos necessários para a realização dos figurinos, integrados aos estudos realizados nas demais áreas que compõem a produção de um espetáculo.

Para quem não quer aparecer nos palcos, o curso de Criação e Montagem de Espetáculo Teatral focaliza o trabalho prático da criação e montagem cênica.

Por fim, teatro é pura comunicação. Pensando nisso, o Tuca também oferece um curso de Teatro para Facilitar a Comunicação. Eminentemente prático, o curso é desenvolvido em conjunto, de modo interdisciplinar, por um professor de interpretação e técnicas teatrais, ator com carreira já consolidada e por uma fonoaudióloga, especializada na preparação de atores e profissionais que têm na voz um importante instrumento de trabalho.

Como podem ver, temos opções para todos os gostos e dons! Basta fazer a sua escolha =D

Beijos!

Por Renniê Paro

Quando vemos as notícias na TV sobre a situação de países em conflito, como o Iraque, não temos a menor ideia de como de fato é a realidade cotidiana da população local. No espetáculo “Palácio do Fim”, de Judith Thompson e direção de José Wilker, é abordado o drama da guerra iraquiana e, por meio de contos, são transmitidas três visões diferentes sobre os acontecimentos trágicos, como omissão, tortura, entre outros.

“Palácio do Fim”, nome que faz referência à antiga sede da câmera de tortura de Saddam Hussein, começa com a famosa atriz Camila Morgado, que interpreta Lynndie England, uma oficial do exército americano que é acusada de abuso de prisioneiros em Abu Ghraib. Denominado “Minhas Pirâmides”, o conto reflete sobre as torturas que a oficial arquitetou para os presos, que após serem mortos eram amontoados nus em pirâmides.

A segunda história – “Colinas de Horrwdown”, traz Antônio Petrin no papel do Dr. David Kelly, um inspetor especializado em armas que relatou à BBC que não havia armas de destruição em massa no Iraque. O cientista foi atacado e humilhado pelo governo britânico e ao se preparar para a morte, escolhe um bosque próximo a sua casa na Inglaterra. Em seus momentos finais, o doutor realiza um discurso e revela as causas pelas quais apresentou falsas premissas sobre a guerra.

A última história traz Vera Holtz interpretando a ativista iraquiana Nehrjas Al Saffarh em “Instrumentos de Angústia”. Saffarh é membro do Partido Comunista e narra como sobreviveu a polícia secreta de Saddam Hussein e aos horrores aos quais foi submetida no Palácio do Fim.

Baseada em histórias verídicas, a peça aborda com clareza alguns horrores internos de personagens que fizeram parte do roteiro da vida real. Mesmo com posições e visões distintas, os depoimentos se assemelham no sentido de demonstrar como o ser humano pode se tornar totalmente irracional diante de uma guerra.

“Palácio do Fim”, estreia dia 20 no SESC Consolação, com preços bem acessíveis =D

Por Renniê Paro

Se tornou uma constante os casos de violência gratuita que vemos nos noticiários brasileiros. Jovens que agridem uns aos outros por se julgarem superiores levando em consideração raça, cor da pele, opção sexual ou qualquer outro critério sem fundamento.

Andar na rua próximo demais de um amigo pode significar uma sentença de morte. Um morador de rua pode deitar e simplesmente não acordar porque alguns jovens queriam se divertir e para isso atearam fogo ao seu corpo.

Casos bizarros como esses acontecem todos os dias e, se observarmos, com grande frequência pela juventude da alta sociedade. Pais que não sabem como se impor e jovens que não sabem o limite são os elementos que compõem esse assustador cenário.

É sobre isso que trata a peça Festim Diabólico, escrito em 1929 por Patrick Hamilton e adaptado para o cinema em 1948 por ninguém menos que Alfred Hitchcock. O drama, baseado em histórias reais, apresenta dois jovens que pretendem praticar o “crime perfeito”. A ideia surge em meio a discussões acadêmicas travadas durante as aulas de Filosofia na faculdade e se concretiza em uma festa em que os personagens, na medida em que se desconstroem, demonstram suas inseguranças, preconceitos, perversões, arrogâncias, materialismos, invejas, rancores.

Com um elenco de peso, como Alexandre Barros, André Fusko, André Hendges, Carlos Capeletti, Luli Miller, Ricardo Homuth e Patrícia Vilella, o espetáculo demonstra, de forma crua e assustadora a falta de limites e senso ético e humanitário dos jovens da alta sociedade. Isso me faz refletir também sobre a maneira como os pais têm educado seus filhos. Na era do egocentrismo as crianças crescem achando que são o centro do universo e que nada pode lhes ser negado.

A relação de homossexualismo entre dois personagens também é abordada de forma explícita. A atmosfera sinistra é complementada com uma cenografia forte, com um grande painel pintado de um vermelho sangue que faz com que a lembrança da morte esteja sempre presente, além da música e iluminação, que ampliam os sustos e a sensação de tensão.

Em cartaz no Teatro Nair Bello, no Shopping Frei Caneca, até o dia 18 de março, “Festim Diabólico” não é uma peça para aqueles que procuram apenas diversão, mas sim para quem é forte o suficiente para encarar a realidade e refletir sobre ela.

Por Renniê Paro

Sempre falamos sobre espetáculos destinados aos adultos. Uns de comédia, outros de drama e ainda aqueles que nos fazem refletir. Hoje vamos falar sobre um projeto bem bacana, destinado às crianças.

O projeto “Domingo é dia de teatro”, lançado em fevereiro de 2010, continua promovendo apresentações gratuitas, todos os domingos, no auditório da Livraria Cultura do Shopping Market Place. A única mudança são os horários, agora as apresentações acontecem às 15h e às 17h.

Para assistir as peças é preciso fazer a doação de 1 kg de alimento não perecível, que serão destinados à Cajec – Casa José Eduardo Cavichio (http://www.cajec.org.br), Ong que há 14 anos presta assistência às crianças e adolescentes portadores de câncer do Brasil e da América Latina.

 Achou bacana? Dê uma olhada nas peças em cartaz:

05/02 às 15h e 17h – “Trenzinho de Gente”

Sinopse: dois palhaços (Zé e Clau Clau) apresentam um show de música e a encantam a plateia com histórias envolvendo questões importantes como o meio ambiente, transportes, trânsito e cidadania.

12/02 às 15h e 17h – “A Pequena Sereia e o Soldadinho de Chumbo”

Sinopse: Contada com a técnica do “Teatro de Sombras”, a apresentação mostra como a sereia se apaixona pelo príncipe, e faz um acordo com uma bruxa do mar para conseguir conquistá-lo.

A história do soldadinho de chumbo é apresentada com a técnica do “Teatro de Anteparo” e mostra um soldado de uma perna só que se apaixona por uma bailarina. A encenação conta como este casal tão diferente que tenta superar os limites do preconceito e vencer a dura realidade da discriminação, perante os outros e a sociedade, que os julgam diferentes demais para viver um grande amor.  

19/02 às 15h e 17h – “O Menino Juca – A Infância de Monteiro Lobato e outras histórias”

Sinopse: A apresentação conta a infância do menino Juca, apelido de Monteiro Lobato, em sua fazenda em Taubaté, interior de São Paulo.

O objetivo é incentivar o público infantil a conhecer o autor do “Sítio do Pica Pau Amarelo”, além de estimular o prazer da leitura por meio da fantasia e a imaginação.

26/02 às 15h e 17h – “Quem Sabe, Sabe da Literatura Infantil”

Sinopse: Os palhaços Zé e Caramelo lideram uma gincana sobre literatura infantil. Trata-se de um jogo com perguntas relacionadas com os autores, enredo e personagens de contos, para que as crianças participem de uma forma interativa, como se estivessem num programa de auditório.

E então? Não acham uma bela forma de ocupar aqueles domingos preguiçosos e na frente da TV??

Beijos!

Por Renniê Paro

Aposto como muitas pessoas aqui já ouviram falar sobre os Transtornos Obsessivos Compulsivos ou TOC. Esse transtornos psiquiátricos são muito comuns e se caracterizam pela presença de obsessões e compulsões que ocupam grande parte da pessoa que sofre deles, comprometendo seu desempenho em diversas atividades.

A necessidade repetida de lavar as mãos, de repetir coisas, fazer verificações, contagens e mesmo ter a mente invadida por pensamentos e palavras que o paciente não consegue afastar, por mais que considere absurdas. Tais pessoas também sofrem de temores exagerados e podem evitar tocar alguns objetos, como trincos de porta, sofás, móveis, dinheiro, corrimão de escadarias, entre outros.

Agora, imagine uma sala de consultório repleta de pacientes que sofrem de TOC, os mais diversos possíveis. Este é o cenário de TOC TOC, espetáculo em cartaz no Teatro das Artes, em São Paulo. Doutor Stern é um médico muito recomendado para o tratamento de TOC.  Com horário marcado, seis pacientes ansiosos pelo famoso tratamento se conhecem na sala de espera de seu consultório. Dizem por aí que nunca é necessária uma segunda sessão com ele. Alguns imprevistos levam ao atraso excessivo do Dr. Stern.  Esta demora no atendimento cria uma situação inédita e divertidíssi ma: os pacientes, que no início estavam desconfortáveis com seu TOC, acabam formando um grupo de terapia que se auto-analisa.  Em meio a crises, brigas e muitas risadas o espectador acompanha as dificuldades e bizarrices de cada tipo de TOC, bem como a maneira de lidar com elas.

Imaginem só no que pode dar essa combinação. Manias, rituais e obsessões todos têm algumas, não é verdade? Claro, umas mais inocentes do que outras. Afinal, de perto, bem de perto, ninguém é tão normal quanto parece =D

Beijos!

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