Por Mariana Bernun

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São tantos eventos acontecendo simultaneamente em Sampa, que fica até difícil escolher um para contar a vocês. Mas depois de muito matutar, lembrei que dia 5 de março, um ícone da música contemporânea brasileira nascia. Era ele, Heitor Villa-Lobos, que na minha concepção, é um dos compositores que melhor representa o Brasil em notas musicais.

Lembro-me de quando eu tinha 11 anos, e todas as manhãs de terça e quinta me aventurava pelo Centro de São Paulo, com meu violino nas costas em direção ao antigo prédio do Mappin, no Viaduto do Chá. É nesta lembrança que me vem “Trenzinho Caipira” como uma das mais famosas músicas de Villa-Lobos, e também uma das primeiras canções que aprendi no meu instrumento. E que apesar de representar o som de uma locomotiva, para mim, demonstra a melodia dos meus largos e apressados passos em direção às aulas de música.

Em homenagem a este celebre homem, divido com vocês a exposição Viva Villa! Pelo Brasil, que terá início nesta segunda (05), no Shopping Villa Lobos. A instalação será dividida em três sessões e reúne partituras originais, discos, instrumentos e objetos pessoais de Villa-Lobos.

Uma das principais atrações da Mostra é a referência cenográfica do Trenzinho Caipira, que tem o intuito de relacionar as influencias locais na vida e obra do artista. O trem passa pelo sertão do Brasil, Paris, Amazônia e Estados Unidos. Todos, lugares de significância ao carioca.

Serviços:

Viva Villa! Pelo Brasil
Onde: Shopping Villa Lobos
Endereço: Avenida das Nações Unidas, 4.777
Quando: de 05 de março a 15 de abril
Horário:  das 11h às 22h

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Por Antonio Saturnino

Muitas dúvidas pairam na mente das pessoas ou geram opiniões diversas. “Quem veio primeiro, o ovo ou a galinha?”; “Criacionismo ou evolucionismo?”; “Elvis, morreu ou não morreu?”; “Manga mata, ou não?”.

Porém, existe uma indagação que assola a literatura brasileira: Capitu traiu ou não traiu Bentinho? Capitu é o nome da guria com os olhos de cigana oblíqua e dissimulada, a musa inspiradora do livro Dom Casmurro, clássico do autor Machado de Assis. O nome do livro faz referência a um apelido de Bento Santiago, narrador/personagem do livro. A obra é leitura praticamente obrigatória em colégios e vestibulares, por isso, neste post não pretendo ser muito detalhista ou aprofundar-me demais, porque senão alguém vai deixar de ler o livro para a prova (rs).

Bento era um rapaz jovem que vivia com a mãe (Dona Glória), com seu tio Cosme e a tia Justina, todos viúvos. Dona Glória havia perdido seu primeiro filho e fez uma promessa que se fosse abençoada com outro filho, este iria para o seminário e se tornaria padre. O fato é que Bentinho não tinha qualquer vocação para o celibato, muito menos vontade. Mas a promessa precisava ser cumprida.

Em algumas conversas com sua vizinha Capitu, ainda na mocidade, os jovens perceberam estarem apaixonados, amor que crescia cada vez que o rapaz tinha oportunidade de visitar a moça. No seminário ele fez um grande amigo, Escobar, que se tornou muito querido na família, inclusive de sua amada. Depois do casal ter criado muitos planos para tirar Dom Casmurro do seminário, convenceram Dona Glória a adotar um rapaz, que seguiu no celibato e fez com que a promessa fosse cumprida.

Bentinho e Capitu se casaram, e Escobar, que também abandonou o seminário, casou com Sancha, amiga de Capitu e os dois casais tornaram-se muito amigos. Depois de muitas tentativas, os protagonistas do romance tiveram um filho, que foi chamado de Ezequiel. Os acessos de ciúmes do narrador, que já existiam, tornam-se ainda mais intensos com a morte de Escobar por afogamento, pois Capitu ficou muito mais abalada que o normal. Quando o pequeno Ezequiel começa crescer, Bentinho começa a perceber nele manias e trejeitos, bem como a semelhança física de seu amigo falecido. Ver o rapaz era sempre uma comprovação de que havia sido traído.

Esse ciúme excessivo colocou fim à família Santiago. Capitu e Ezequiel se mudam para a Europa e deixam Dom em um martírio solitário. Capitu morre e é enterrada na Suíça e, com isso, ele passa a fazer, mesmo que a contragosto, o papel de pai. Ezequiel mais para frente contrai febre tifóide e também vem a óbito. Durante toda obra o autor deixa no ar se o adultério de fato ocorreu. Eu mesmo mudei de opinião várias vezes enquanto lia o livro e nem sei ao fato qual minha posição sobre isso. Dom Casmurro apenas conclui que sua maior amiga e seu melhor amigo foram unidos pelo destino e enganaram-o.

Por Flávia Ferreira

Olá leitores, como estão nesta quinta-feira típica de verão, pelo menos em grande parte do país ?

Bom, para começo de conversa, tem coisa nova vindo por aí no Matraca Cultural, mas é surpresa, contaremos pra vocês em breve.

Enquanto isso vamos falar sobre um futuro que, querendo ou não, todos nós passaremos por ele, o envelhecimento.

O Projeto Velho Amigo contribui, desde 2009, para o funcionamento de dezenas de instituições de longa permanência. Ampliar a cultura de inclusão do idoso, valorizar sua participação na sociedade dando assistência, educação e lazer, além de incentivar políticas públicas para a implementação de uma lei de incentivo fiscal que beneficie projetos de atendimento à idosos. Esses são alguns dos objetivos do projeto.

Para ajudar a todas as instituições que fazem parte do projeto, você pode atuar como voluntario individual, assistindo a uma palestra no Centro de Voluntariado de São Paulo, ou como voluntário empresarial, em que todos os colaboradores de sua empresa podem participar.

Dentre a programação realizada pelo projeto estão os mutirões de beleza, saúde, dentistas, seminários, ações de conscientização e o cine maior idade que tem como principal objetivo fomentar a formação de público para cinema.

Recentemente, eu vi uma campanha sendo veiculada aqui no edifício que trabalho, naqueles televisores de elevador, onde é exibido um vídeo com o ator Fábio Assunção envelhecendo de forma muito rápida, mas com uma mensagem muito importante que nos remete a reflexão do respeito ao idoso.

Confiram no youtube!

Para conhecer mais sobre o projeto e como participar como voluntariado acesse o site:

http://www.velhoamigo.org.br/

“Todo mundo deve respeitar quem é velho.

Até porque, se você tiver sorte, um dia também será um”

Até mais

=)

Por Renniê Paro

Pessoal, o post de hoje é quase um desabafo (rs).

Olhem a situação. Eu tenho uma amadíssima afilhada de apenas quatro aninhos de idade. Ela é um amor e sempre procuro levá-la para passear e conhecer coisas e lugares novos e divertidos em São Paulo. Como escrevo, e amo, teatro pensei em apresentá-la a essa arte para que tome gosto desde pequena.

Procurei peças infantis e vi que em março estreia a peça de um dos personagens infantis mais famosos de todos os tempos, Bob Esponja. O espetáculo Bob Esponja: A Esponja que podia voar, é um musical baseado no episódio O Episódio Perdido / A Esponja que Podia Voar e apresenta um cenário mágico que transporta o público ao mundo subaquático do Bob Esponja, a adorável esponja marinha, seu melhor amigo, a estrela-do-mar (Patrick), e todos os outros que vivem na Fenda do Biquíni em um emocionante espetáculo ao vivo.

Até ai tudo lindo. Mas, quando entrei no site para comprar os ingressos me deparei com preços exorbitantes para uma peça infantil. A entrada inteira está na faixa de R$ 180,00. Daí, passo a entender o porquê das pessoas não frequentarem o teatro. Se os pais tivessem condições de levar seus filhos para assistir as mais diversas peças, talvez fosse possível criar uma nova cultura no Brasil, e tornar o teatro um dos entretenimentos mais requisitados.

Entendo perfeitamente que a produção não é algo barato, mas poxa, é um show voltado à crianças, os preços deveriam ser mais acessíveis.

O que conforta é saber que existem em São Paulo inúmeras oportunidades para levar os pequeninos ao teatro e por preços ótimos, quando não por preço nenhum!

O que nos resta é pesquisar e pesquisar cada vez mais.

Gostaria muito de levar minha afilhada para ver Bob Esponja, mas achei um desaforo pagar valores como este.

Fica o alerta para as produtoras de espetáculos infantis, deem uma aliviada nos preços para que todas as crianças possam frequentar os teatros e peças na cidade de São Paulo.

Por Fernanda Beziaco e Renniê Paro

Olá leitores, olha a gente aqui em plena terça-feira, pegando o lugar do Saturnino 😉

Hoje vamos falar daquela banda que estorou com um vídeo no YouTube, Oração, lembram? “Meu amor, essa é a última oração, pra salvar seu coração. Coração não é tão simples quanto pensa, nele cabe o que não cabe na dispensa, cabe o meu amor, cabem três vidas inteiras, cabe uma penteadeira, cabe nós dois, cabe até o meu amor…” (e começa tudo de novo, and again, and again, and again).

Nós duas fomos assistir ao show que A Banda Mais Bonita da Cidade realizou no último dia 22, gratuitamente, no Teatro Cacilda Becker, em São Paulo.

Se você, como eu (Fernanda) esperava um show num formato com a mesma vibe do viral citado acima, se decepcionou. Porém, quem já conhecia o trabalho da banda mais a fundo, pôde curtir a proposta.

A Banda Mais Bonita da Cidade se denomina como melodramática e, talvez, essa seja realmente a melhor palavra para resumir também a performance no palco. Ainda um pouco inseguros no seu espaço, o grupo formado por Uyara Torrente, Rodrigo Lemos, Vinícis Nisi, Diego Plaça e Luis Boursheidt, tem um grande potencial, mas talvez seja preciso mais algumas experiências diante do público para que se sintam mais a vontade.

O show, que tinha o objetivo de apresentar os trabalhos do primeiro cd da banda, teve em seu repertório A Balada da Bailarina Torta, Aos Garotos de Aluguel, Ótima, Se Eu Corro e, sem sombra dúvida, Oração, que encerrou a noite.

Entre uma música e outra os componentes da banda faziam um pouco de stand up, para dar uma descontraída.

Em relação a composição musical, A Banda Mais Bonita da Cidade utiliza elementos diversos que dão a eles sua identidade, mas, por outro lado, são elementos que nos fazem lembrar de bandas e cantores já conhecidos. Daí o nosso título de hoje (Um pouquinho de grandes artistas). Eu (Renniê), acredito que isso seja um bom sinal, afinal nada mais inteligente do que se espelhar no que há de melhor no cenário indie rock e folk do nosso país.

Definitivamente eles têm músicas boas, com letras interessantes e até tocantes. A sugestão para vocês é que ouçam também Meu Príncipe, composição da cantora Lulina, mas que ficou bem bacana com o pessoal da A Banda Mais Bonita da Cidade.

Um show intimista e com ares de “pode chegar e sinta-se a vontade”. Acho que podemos resumir assim o espetáculo. Para quem gosta de um ritmo suave e letras que remetam a relacionamentos (nem sempre bem sucedidos) é uma ótima opção.

Para quem não sabe, o Matraca está em vias de completar um ano… parece que foi ontem que este blog nasceu e ele já tá assim, tão grande. Logo teremos novidades para vocês. Aguardem!

Ótima terça e muita música!

Por Juliana Maffia

A premiação mais importante do cinema aconteceu no último domingo, 26 de fevereiro. Famosa por suas estatuetas, seu tapete vermelho e por ser sediada no lindo teatro Kodak, este ano a festa teve como apresentador o comediante Billy Crystal. Claro que estou falando da 84ª edição do Oscar, evento que premiou os filmes que mais se destacaram no ano 2011.

Este ano o Oscar parecia ter poucos filmes concorrentes. Muitos deles estavam indicados em diversas categorias. Como A Invenção de Hugo Cabret, indicado à 11 estatuetas e ganhador de cinco prêmios técnicos. Concorria também O Artista, filme favorito para levar a estatueta de melhor filme. Ele não só levou o prêmio mais importante como ganhou as estatuetas de melhor diretor, ator, trilha sonora e figurino. Eu, particularmente, não achava que O Artista merecia um Oscar por melhor filme, mas a vitória de Jean Dujardin como melhor ator foi muito merecida. Se tem algo que se destaca em O Artista é Dujardin.

Para mim, o Oscar mais merecido deste ano foi o de roteiro original, entregue à Meia Noite em Paris. Woody Allen não compareceu, como sempre, mas o roteiro de nenhum outro filme se destacava tanto como o do diretor nova iorquino. A história de Meia Noite em Paris é realmente uma obra prima.

Este ano, o espetáculo foi bastante sem graça, sem suas apresentações musicais e com um Billy Crystal bastante desanimado. Ainda assim, muito melhor do que o apático James Franco, no ano anterior. Ficou faltando a presença dos Muppets no palco, algo que havia sido prometido. Mas em compensação, tivemos Uggie, o cachorro de O Artista.

Lista dos ganhadores:

FOTOGRAFIA
“A Invenção de Hugo Cabret”
“A Árvore da Vida” – “Cavalo de Guerra” – “Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres” – “O Artista”


DIREÇÃO DE ARTE
“A Invenção de Hugo Cabret”
“Meia-Noite em Paris” – “Cavalo de Guerra” – “Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2” – “O Artista”


FIGURINO
“O Artista”, de Mark Bridges
“A Invenção de Hugo Cabret”, de Sandy Powell – “Anônimo”, de Lisy Christl – “Jane Eyre”, de Michael O’Connor – “W.E.”, de Arianne Phillips


MAQUIAGEM
“Dama de Ferro”
“Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2” – “Albert Nobbs”

FILME ESTRANGEIRO

“A Separação” (Irã)
“Footnote” (Israel) – “Bullhead” (Bélgica) – “In Darkness” (Polônia) – “Monsieur Lazhar” (Canadá)

ATRIZ COADJUVANTE

Octavia Spencer em “Histórias Cruzadas”
Jessica Chastain em “Histórias Cruzadas” – Bérénice Bejo em “O Artista” – Melissa McCarthy em “Missão Madrinha de Casamento” – Janet McTeer em “Albert Nobbs”

MONTAGEM

“Os Homens que Não Amavam as Mulheres”
“A Invenção de Hugo Cabret” – “Os Descendentes” – “O Artista” – “O Homem que Mudou o Jogo”


EDIÇÃO DE SOM
“A Invenção de Hugo Cabret”
“Transformers: O Lado Oculto da Lua” – “Drive” – “Cavalo de Guerra” – “Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres”


MIXAGEM DE SOM
“A Invenção de Hugo Cabret”
“O Homem que Mudou o Jogo” – “Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres” – “Transformers: O Lado Oculto da Lua” – “Cavalo de Guerra”


DOCUMENTÁRIO
“Undefeated”
“If a Tree Falls: A Story of the Earth Liberation Front” – “Hell and Back Again” – “Paradise Lost 3: Purgatory” – “Pina”

ANIMAÇÃO

“Rango”, de Gore Verbinski
“Chico & Rita”, de Fernando Trueba e Javier Mariscal – “Um Gato em Paris”, de Alain Gagnol e Jean-Loup Felicioli – “Kung Fu Panda 2”, de Jennifer Yuh Nelson – “Gato de Botas”, de Chris Miller

EFEITOS VISUAIS

“A Invenção de Hugo Cabret”
“Gigantes de Aço” – “Planeta dos Macacos: a Origem – “Transformers: O Lado Oculto da Lua” – “Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2”


ATOR COADJUVANTE
Christopher Plummer, de “Toda Forma de Amor”
Max von Sydow, de “Tão Forte e Tão Perto” – Nick Nolte, de “Guerreiro” – Jonah Hill, de “O Homem que Mudou o Jogo” – Kenneth Branagh, de “Sete Dias com Marilyn”


TRILHA SONORA
“O Artista”, de Ludovic Bource
“A Invenção de Hugo Cabret”, de Howard Shore – “O Espião que Sabia Demais”, de Alberto Iglesias – “Cavalo de Guerra”, de John Williams – “As Aventuras de Tintim”, de John Williams

CANÇÃO ORIGINAL
“Man or Muppet”, do “Os Muppets”, música e letra de Bret McKenzie
“Real in Rio”, do filme “Rio”, música de Sergio Mendes e Carlinhos Brown, letra de Siedah Garrett


ROTEIRO ADAPTADO
“Os Descendentes”, de Alexander Payne, Nat Faxon e Jim Rash
“A Invenção de Hugo Cabret”, de John Logan – “Tudo Pelo Poder”, de George Clooney, Grant Heslov e Beau Willimon – “O Homem que Mudou o Jogo”, de Steven Zaillian, Aaron Sorkin e Stan Chervin – “O Espião que Sabia Demais”, de Bridget O’Connor e Peter Straughan


ROTEIRO ORIGINAL
“Meia-Noite em Paris”, de Woody Allen
“A Separação”, de Asghar Farhadi – “Margin Call – O Dia Antes do Fim”, de Written by J.C. Chandor – “Missão Madrinha de Casamento”, de Annie Mumolo e Kristen Wiig – “O Artista”, de Michel Hazanavicius


MELHOR CURTA
“The Shore”
“Time Freak” – “Pentecost” – “Tuba Atlantic” – “Raju”


DOCUMENTÁRIO EM CURTA-METRAGEM
“Saving Face”
“The Tsunami and the Cherry Blossom” – “The Barber of Birmingham: Foot Soldier of the Civil Rights Movement” – “God Is the Bigger Elvis” – “Incident in New Baghdad”


ANIMAÇÃO EM CURTA-METRAGEM
“The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore”
“La Luna” (da Disney) – “Dimanche/Sunday” – “A Morning Stroll” – “Wild Life”


DIRETOR
“O Artista”, de Michel Hazanavicius
“Os Descendentes”, de Alexander Payne – “A Invenção de Hugo Cabret”, de Martin Scorsese – “Meia-Noite em Paris”, de Woody Allen – “A Árvore da Vida”, de Terrence Malick


ATOR
Jean Dujardin, de “O Artista”
Gary Oldman, de “O Espião que Sabia de Mais” – Brad Pitt, de “O Homem que Mudou o Jogo” – Demián Bichir, de “A Better Life” – George Clooney, de “Os Descendentes”


ATRIZ
Meryl Streep, de “A Dama de Ferro”
Michelle William, de “Sete Dias com Marilyn” – Rooney Mara, de “Os Homens que Não Amavam as Mulheres” – Viola Davis, de “Histórias Cruzadas” – Glenn Close, de “Albert Nobbs”


FILME
“O Artista”
“Os Descendentes” – “Tão Forte e Tão Perto” – “Histórias Cruzadas” – “A Invenção de Hugo Cabret” – “Meia-Noite em Paris” – “O Homem que Mudou o Jogo” – “A Árvore da Vida” – “Cavalo de Guerra”

Este espaço é para você, leitor do Matraca. Hoje tem texto da Cláudia, mas semana que vem sua matéria pode estar aqui.

Por Cláudia Brandão

Uma das frases que mais se diz nesta época tão festiva é “o que acontece no Carnaval, fica no carnaval” ou “amor de carnaval dura quatro dias”… é verdade, até pode ser assim, mas foi pensando nisso, ou exatamente no oposto, que estou aqui hoje.

Carnaval é momento de folia, festa e loucuras, mas também é nestes momentos que o ser humano está no auge da felicidade, livre para ser feliz, para rir e disponível para se deixar levar… é nesses momentos que os grandes amores vêm, às vezes sem avisar, às vezes por engano… às vezes porque sim.

Venho falar disso, de grandes amores, de histórias inesquecíveis, de momentos que marcam.

Toda a bela história de amor começa num olhar, passa por uma tempestade e termina em casamento. Eba! Eu sei que a vida real não é bem assim (apesar de já ter ouvido que a vida é uma novela), mas quando a ficção entra em cena, tudo pode acontecer, e a maior certeza que temos é de que os casais que mais sofrem sempre acabam juntos!

Para mim, o prêmio de casal mais forte, intenso e apaixonado vai para Giovanna Antonelli e Luigi Baricelli em Laços de Familia. Capitu e Fred, eram os nomes dos personagens. Ela era garota de programa, e assim como o nome que lhe deu vida (do livro Dom Casmurro de Machado de Assis) ela era intensa nos amores e misteriosa com as suas verdades. Fred, filho da protagonista Helena (Vera Fisher) entrou para mostrar a realidade daqueles que procuram o primeiro emprego, mas acabou por se tornar protagonista de uma bela história de amor.

Já disse aqui, e volto a dizer, gosto de drama, choradeira, sequestro por amor, mortes, ameaças, loucuras e beijos na boca. Os dois tiveram isso e muito mais. Os personagens tinham sido namorados na adolescência, a vida os separou e os juntou para mostrar que sim, o amor pode tudo.

Melhores cenas? Destaco três.

Ao longo da história, já separado da mulher, Fred volta a se interessar por Capitu. Um tempinho depois, e porque assim tem de ser, ele descobre a verdadeira profissão dela, e aí começa o drama. Mesmo sabendo de tudo ele continua com ela, até sofre um ataque e fica gravemente ferido. Capitu se desespera e, por amor, termina tudo. Aí está a tempestade!

As confusões continuam, eles se esbarram várias vezes e até o público se sente arrepiado com a intensidade dos olhares trocados. Eles brigam, eles se querem, eles não ficam juntos. Num desses encontros, que eu sempre torcia para acontecer, Fred se revolta e sequestra o grande amor da vida dele para tentar resonquistá-la. É nesses momentos que se percebe o talento de um ator. Giovanna não era a primeira escolha para este papel (a preferência era de Viviane Pasmenter), mas a Globo acertou em apostar numa atriz ainda pouco conhecida do público.

Depois da tempestade vem o quê? Sim, a bonança, ou neste caso, o casamento. Não ha nada melhor numa novela do que uma reconcialiação! Neste caso, a cena era mais esperada e me lembro como se fosse hoje.

Fred abre a porta da sua casa e lá está Capitu (ah, eles eram vizinhos… gente, é novela e na ficção seu grande amor mora ao seu lado!). Ao som de Spanish Guitar, eles se olham e se abraçam como se o mundo fosse acabar naquele dia. Mas não acabou, o que acabou foi a novela e eles viveram felizes para sempre, e eu também porque pessoas apaixonadas assim têm que acabar juntas.

Quem vos escreve já teve a sorte de encontrar um amor pelos trios elétricos de Salvador. Este ano estou no Rio, será que algum outro amor me espera nos blocos?