Mais uma vez a Dayane ataca de crítica na nossa sessão Matraca Aberta 🙂

Por Dayane Andrade

Quem aí já assistiu alguma versão do clássico de William Shakespeare, Romeu e Julieta? As mulheres com certeza suspiraram pelo Leonardo Dicaprio. Pois bem, o filme “Era uma vez…” com a direção de Breno Oliveira, é inspirado na obra, mas só que ambientada no Rio de Janeiro.

A história de amor é entre Dé (Thiago Martins), jovem pobre nascido e criado na favela do Cantagalo e Nina (Vitória Frate), garota rica que mora em um prédio luxuoso na praia de Copacabana, em frente ao quiosque em que o Dé trabalha.

Ok, já viu tudo, não é? Menino pobre e menina rica é a receita perfeita para um amor impossível.  Mas aos poucos o que era impossível acontece, e um lindo amor adolescente nasce entre os dois.

Claro que há certa resistência por parte das duas famílias, mais pelo lado da Nina que é órfã de mãe e vive com pai. Mas, que por incrível que pareça, resolve dar uma chance ao pobre jovem e aceita o relacionamento dos dois.

Eba! Tudo lindo! Então, já está pensando que esta história tem um final feliz? Calma aí, não vai esquecer que o roteiro do filme é inspirado na clássica peça de William Shakespeare, Romeu e Julieta. Logo, de romance a história passa para um drama quando o irmão mais velho de Dé sai da cadeia e resolve acertar as contas com o dono do morro Cantagalo. E quem você acha que vai pagar a conta?

Se você apostou nos jovens apaixonados Dé e Nina, acertou. Eles ficam no meio disto tudo sofrendo as mais tristes conseqüências. Eu não vou contar como a história termina, mas se você conhece o clássico Romeu e Julieta, já deve imaginar.

Vale a pena assistir, pois é uma história que tem tudo para ser um conto de fadas, mas é a mais pura realidade.

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por Juliana Maffia

Esta semana, especialmente, o post de música ficará para sábado.

Paraty, cidade histórica do estado do Rio de Janeiro, já é mundialmente conhecida pela FLIP (Festival Internacional de Literatura de Paraty), mas amantes de fotografia preparem-se pois Paraty sedia este mês o 7º Festival Internacional de Fotografia, o Paraty em Foco. Você é fotografo ou se interessa por fotografia? Então corre pra lá, são palestra, workshops e exposições.

A maior parte da programação é gratuita e aberta ao público, que poderá participar do evento que tem como temática: o futuro. Imagine que encontrem nossas fotografias daqui a 100 anos, o que pensarão de nós? O evento também questionará isso, qual a mudança que a fotografia sofrerá? É uma discussão muito atual que merece atenção! Claro que não é qualquer um que poderá ir pra Paraty, mas se vocês tiverem de bobeira por lá, passem pelo evento que vai do dia 21 a 25 de setembro. E a programação completa você encontra aqui.

Foto de Penelope Umbrico - divulgação

Foto de Pieter Hugo - divulgação

Por Juliana Maffia

Quem não se orgulha de ter um diretor brasileiro em Hollywood? Quem não se orgulha de ter um filme homenageando a mais famosa das cidades brasileiras? Por isso, quando Rio foi anunciado tínhamos tudo para comemorar. Um filme sobre o Brasil nas mãos de um de nós, Carlos Saldanha, ainda por cima o diretor por trás de A Era do Gelo. Se ele repetisse a fórmula saberíamos que o resultado seria bom.

Os bichinhos fofinhos

Rio é um filme infantil instantaneamente clássico. Tem aventuras e animais falantes, além de algumas músicas no meio do caminho. Conhecemos a pequena arara azul, Blu, que é retirada de seu lar e levada para os Estados Unidos. Lá, Blue encontra o amor incondicional na dona, Linda. Porém, Blu é o último de sua espécie e precisa voltar para sua terra natal. Já no Brasil, o pássaro conhece muito nativos prestativos, além de conhecer sua futura companheira, Jewel. Mas nem tudo é lindo em terras tupiniquins. Eis que surgem os contrabandistas de animais silvestres, que roubam  animais em extinção. Os pássaros raros, Jewel e Blue correm perigo.

Como disse, Rio tem tudo que um filme para crianças precisa. Blu pode não ser um personagem muito carismático, mas ao menos em outros personagens que podem roubar a cena, como o tucano Rafael, o bulldogue Luiz e a própria Jewel. A mensagem do filme, como de costume, é bonita. Basta você querer e ser perseverante que alcançará  tudo o que quiser. Além de uma porrada de outras mensagens como, a importância da família e afins. Todas elas velhas conhecidas dos filmes para criançinhas.

Confesso que rolaram lágrimas nesta parte do filme

Até ai tudo ok. Mas, onde Saldanha decepcionou a nós brasileiros? Talvez ele resida nos Estados Unidos há muito tempo e não tenha se libertado de alguns “pré-conceitos” ao fazer seu roteiro. Pois é este preconceito que fica evidente no enredo. Os vilões moram em uma favela, macacos assaltam os turistas gringos, tudo acaba em samba. Será que isso tudo era necessário?

Não sei bem se Saldanha quis se aproveitar da popularidade da cidade ou se realmente queria fazer algum tipo de homenagem. Mas,parece que ele abusou dos clichês que seriam facilmente engolidos pelos americanos, como a pobreza, o samba, a falta de roupa e a criminalidade. E no final pouco se preocupou no que os brasileiros pensariam da sua obra. De qualquer forma os pequenos vão adorar o filme, os grandes também, se ignorarem certas partes da história. Sobre o filme posso dizer apenas uma coisa, com bastante propriedade, ele obviamente não é um Pixar.

Por Renniê Paro

Imagine-se vivendo nas residências brasileiras do século XIX. Sem querer me estender ou parecer aquelas chatas de galocha que adoram falar sobre história (não que eu não goste rs), mas esse período ficou marcado pela intensa migração dos nossos compatriotas portugueses para o Brasil. Todos os dias milhares e milhares de pessoas desembarcavam nos portos tupiniquins e invadiam (no bom sentido) as cidades portuárias e as redondezas.

Agora pensando nas instalações…na época as moradias mais comuns, e baratas, eram os chamados cortiços. Quando olhamos no nosso grande amigo Dicionário, encontramos a definição “habitação coletiva das classes mais baixas”. Deixando as frases demagogas de lado, ao visitarmos um cortiço constatamos que a definição é verdadeira.

Ok ok…estou falando um monte e meu tema é teatro. Eu sei! Dei uma pequena introdução para situá-los sobre o roteiro da peça Hygiene, com direção de Luiz Fernando Marques.

O espetáculo é baseado em uma pesquisa do processo de higienização urbana no Brasil do fim do século XIX, no contexto apresentado anteriormente. Os personagens dividem o mesmo teto de um cortiço do Rio de Janeiro e trazem à tona características que vão marcar profundamente a construção da identidade brasileira e a desigualdade social. O samba, o sincretismo religioso, as lutas operárias, entre outras manifestações sócio-culturais tiveram seus embriões gerados nessas habitações coletivas.

Esse é o último final de semana para quem deseja apreciar a peça. Não perca a oportunidade de assistir a um espetáculo que proporciona um ângulo diferente sobre a vida cotidiana de nossos antepassados (nem tão passados assim né?!)

Serviço

Antigo Boticário
Rua Mário Costa, 13 (Belenzinho)
Tel: (11) 2081-4647
Ingressos: R$ 30,00
Duração: 80 minutos. Censura: 14 anos.